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Agronegócio

14/09/2017 16:22 AGRO OLHAR

Com dívida de R$ 35 milhões, gasoduto Brasil-Bolívia em Mato Grosso dependerá de dinheiro da JBS

A empresa Gasocidente de Mato Grosso Ltda., responsável pela administração do lado mato-grossense do gasoduto Brasil-Bolívia, registrou um passivo (dívida total) de R$ 35.786 milhões em 2016. O empreendimento pertence a Empresa Produtora de Energia (EPE) que administra a Termelétrica de Cuiabá e integra o grupo J&F Participações.

Segundo informações do balanço financeiro divulgado pela empresa, a Gasocidente continuará dependendo do suporte financeiro proporcionado pelos seus sócios controladores. A EPE foi comprada em 2015 pela Âmbar Energia, empresa do grupo J&F Participações. A Âmbar já anunciou a compra de gás boliviano, o que deve fazer com que tanto a Termelétrica quanto o gasoduto voltem a operar.
“O sucesso de suas operações e a reversão dessa situação dependerão do êxito na implementação de planos da Administração que permitam retomar os patamares esperados da operação, sobretudo para participação ativa no mercado de energia elétrica do País, como fornecedor de energia e/ou capacidade.”, afirma trecho do balanço.


A Termelétrica de Cuiabá, oficialmente conhecida como Usina Termelétrica (UTE) Governador Mário Covas, é considerada por Wesley Batista um grande ‘deal’ de negócio. Em uma conversa gravada com o ex-assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, Batista explica que a geração de energia na termelétrica pode ser um negócio extremamente lucrativo. Saiba mais aqui
Os prejuízos do gasoduto são resultados das sucessivas interrupções no fornecimento de gás boliviano ao Mato Grosso. Além do próprio Governo Boliviano, a Petrobrás figura como pivô dos problemas causados. Uma vez que a estatal negociava o gás diretamente no país andino e o revendia aos terceiros interessados.


Quem sofre com as questões burocráticas, jurídicas e extrajudiciais é também a Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás). Em 2016, o lucro da companhia teve uma redução de 65% em relação ao ano passado. O lucro líquido decaiu dos R$ 3,9 milhões para R$ 1,3 milhão. Isso porque o rendimento da autarquia depende da estrutura do gasoduto e da Termelétrica, empresas com as quais mantém relação comercial. 


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