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Agronegócio

04/01/2018 10:20 Portal do Agronegócio

IMEA prevê ano “menos turbulento” para a bovinocultura Mato-Grossense

Depois de um ano recheado de notícias negativas que influenciaram diretamente o comportamento do preço do boi gordo, a expectativa é de que em 2018 a bovinocultura de corte tenha um ano menos turbulento e mais ditado por fundamentos (oferta e demanda).

A previsão consta em boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para os analistas, a perspectiva sobre a oferta é de que possa haver um incremento na quantidade de animais para abate, e este aumento pode vir principalmente das fêmeas dos criadores do Estado que, desanimados com a desvalorização do bezerro (reflexo da retenção de fêmeas de 2015), tendem a optar pelo abate destas na tentativa de gerar caixa para a propriedade.

“Este processo é cíclico e conhecido como ciclo pecuário, e ainda tem muita influência sobre a oferta de bovinos em Mato Grosso”.

Do lado da demanda o panorama é mais otimista. Segundo o Imea, as exportações mato-grossenses de carne bovina tiveram um desempenho memorável no segundo semestre de 2017, e se o Estado conseguir repetir a performance durante 2018, a expectativa é de uma boa arrecadação.

“No que tange à demanda interna brasileira, destacam-se a recuperação da economia brasileira, a redução no número de desempregados no país e as eleições como fatores que podem influenciar nas cotações”.

Para o instituto, em vista desses fatos, 2018 pode ser um ano em que oferta e demanda crescerão e influenciarão as cotações, no entanto, “turbulências não previstas podem surgir e utilizar mecanismos de proteção é uma boa opção para se sair bem delas”


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