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Agronegócio

12/03/2018 14:15 AGRO OLHAR

Maggi é contra proposta de Taques para fundo emergencial e defende que governo ataque sonegadores

Resistente à criação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEEF), o setor do agronegócio é, até o momento, o principal desafio do Governo Estadual para o desenvolvimento do projeto. Na manhã desta segunda-feira (12), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se posicionou contra esta a saída criada pela gestão Taques, que deve tirar as contas do governo do vermelho.  

A resolução do problema, em sua opinião, está na fiscalização de produtores sonegadores. “O que precisa fazer é correr atrás daqueles que não pagam o imposto. É um número bastante grande, levando pela Secretária de Fazenda. Infelizmente tem coberturas preliminares e outras coisas. Tenho certeza que se acabasse com essa prática de sonegação, muitas empresas aproveitam para retirar mercadorias daqui para exportação, e essas mercadores acabam indo para o mercado interno, onde tem imposto, nós não estaríamos onde estamos hoje. O agro não pode pagar a conta da ineficiência de um sistema, ou do sistema do Estado. As instituições precisam sentar e conversar para saber como impedir isso”.
 
O coro ganha força com o discurso do presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Normando Corral. Questionado sobre o argumento de que o setor é o que mais recebe incentivos fiscais, além de concentrar renda, ele afirmou que esta opinião parte de desinformação. 
 
“Não conheço todo projeto, conheço só o decreto. O Fethab do milho, nós temos milho que é uma segunda cultura, e produzindo recursos que podem gerar mais impostos, não tem porque creditar. E o outro também é a questão tributaria. Não adianta falar que o tributo está indo para outro setor, acaba indo para o produtor. Eu acho que isso pode ser falado para quem não tem conhecimento”, disse.
 
Mesmo diante disso, o governador Pedro Taques (PSDB) garantiu a continuidade do diálogo com os segmentos, especialmente da indústria e agronegócios. Em sua avaliação a conversa tem evoluído democraticamente, assim, nada será aprovado sem total harmonia com os produtores. 
 
“Nós temos varias entidades, que já concordaram com tudo. Por exemplo, atacadistas, material para construção, vários frigoríficos. Várias entidades que concordaram. O diálogo tem que terminar depois que ficarmos prontos. Estamos conversando com vários setores, para que isso possa ser resolvido. Neste momento, Mato Grosso tem aumentado à arrecadação, tanto que pagamos Banco, pagamos os salários dos servidores rigorosamente em dia, para que possamos superar este momento de crise. Vamos deixar a crise para trás, e trabalha neste fundo. Será apresentado após estes diálogos que estamos fazendo”, garantiu.
 
Nesta segunda, ele deve se reunir com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para discutir os avanços nas negociações com os empresários. A previsão era de que o projeto fosse encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda em fevereiro. 


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