? ºC Tangará da Serra - MT

Agronegócio

23/10/2018 12:35

Enquanto os barões do agronegócio “mamam” nas “tetas” do governo a baixada cuiabana sofre sem  industrias investimentos e  empregos 

 
O finado e ex-governador Dante de Oliveira quando vivo, havia idealizado e projetado pelo menos três períodos e momentos de desenvolvimento para o nosso Estado de Mato Grosso; o incentivo fiscal para a geração de empregos, depois o fortalecimento da indústria gerando empregos, e finalmente a chegada da ferrovia Vicente Emilio Vuolo, a chamada Ferronorte, com os trilhos chegando ao Distrito Industrial de Cuiabá. Sendo  que a partir daí, seus progressos e economia vertical robustecida, cresceriam para os outros polos de  desenvolvimento regional, tudo a partir do crescimento do agronegócio planejado, e até mesmo o incentivo fiscal gradativo dado aos setores que de fato cresceriam com Mato Grosso. Dante morreu me 2005, e o plano sonhado ficou pela metade ou pouco foi iniciado, e hoje temos incentivos ficais que ultrapassam os bilhões de reais nos últimos anos de gestões, conduzidas pelos barões do agronegócio. Suas riquezas e o que ganham com a exploração de nossa terra, não fica aqui, mas mandado para outros Estados em compras de apartamentos, lotes e condomínio de luxos e fazenda e carrões, ou mesmo para fora do país, como recentemente revelaram os jornais, dando conta de que, esmagadores de soja de MT se tornaram empresas multinacionais. Os filhos dos barões do agronegócio não estudam em escolas publicas, mas frequentam escolas particulares e universidade também particulares. Enquanto isso nosso povo vai sofrendo com a falta de saúde, educação, estradas e outros insumos, sem falar no emprego, que se transformou num sub emprego nos últimos anos. Antes aqui na baixada cuiabana até se tinha emprego na industria, mas de uns anos para cá, se tornou um camelódromo a céu aberto no centro da cidade, e uma das únicas industrias que tínhamos, uma fabrica de latinhas para refrigerante e cerveja, fechou as portas, devido a concorrência que vem fora. Progresso mesmo só se vê na região Sul, com a chegada da Ferronorte, e Nortão de Mato Grosso, que é para onde as industrias foram levadas graças a influencia politica. Tudo isso tem um resposta para a onda de abandono que vive a baixada cuiabana, o incentivo fiscal dado ao agronegócio dado indiscriminadamente ao setor e afins, em detrimento do povo da baixada. Esclarecendo ; o governo de Mato Grosso deixará de arrecadar R$ 11,321 bilhões com renúncia fiscal no período de 2018 a 2020. O valor equivale a mais da metade do orçamento do Estado este ano, estimado em R$ 20,8 bilhões segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA). Só no ano passado foram  mostrados pelo time da secretaria estadual de Fazenda, em 2017, o total da renúncia fiscal foi de R$ 2,449 bilhões. Além desses incentivos fiscais estaduais, temos ainda os garantidos pela lei federal chamada Lei Kandir, que isenta do pagamento de ICMS toda a produção agropecuária que é exportada. Estima-se a renúncia fiscal garantida pela Lei Kandir em R$ 6,50 bilhões por ano. Antes da existência da lei, as exportações de Mato Grosso eram tributadas em 13% de ICMS. É isso mesmo uma bagatela de recursos deixam de ser arrecadados em impostos da carne, algodão, soja , madeira entre outros produtos do agronegócio. Dinheiro que se somados dariam por exemplo para aplicar na saúde , educação , segurança publica, entre outros programas de desenvolvimento social para Mato Groso, tirando-o do abismo em relação a outros estados. Em recente paralisação dos agentes penitenciários em Mato Grosso reivindicando melhores salários, o  presidente do sindicato da  categoria, João Batista  do Sindispen (PROS), agora eleito deputado estadual nesse ano acusou o Governo Taques, de tentar desqualificar a imagem do funcionalismo, enquanto “protege” os barões do agronegócio, mantendo incentivos fiscais. “Com quase três anos de governo, nunca tiveram coragem de enfrentar os barões do agronegócio, não tiveram coragem de rever as renuncias e isenções fiscais concedidas no passado às grandes empresas e produtores do agronegócio, que não dão a contrapartida esperada a sociedade”, descreveu em trecho de nota de greve. Era só um sinal de que o funcionalismo público não estava contente com os incentivos fiscais dados aos barões de agronegócio. E parece que o resto do grupo que elegeu o governador Mauro Mendes (DEM) também não está nada feliz com essa matriz do desenvolvimento, desigual, desproporcional e que previlegiam poucos no Estado em detrimento da baixada cuiabana. No começo da semana, Jayme Campos (SEM), teceu duras críticas ao setor do agronegócio e afirmou que os “barões do agronegócio” devem pagar impostos. Ele revela que os empresários justificam que exportam, mas esquecem de que boa parte deste valor fica no mercado interno. Para Jayme Campos  que não ameniza para os grandes produtores, afirma que é necessário que, o agronegócio pague normalmente os impostos como qualquer outra pessoa.“Essa é um forma de devolver para MT, por que já ganharam muito, sobre tudo para nossa gente o povo mais humilde, se fizer isso, nosso problema estará resolvido isto por que já ganharam muito ”, disse o senador eleito que confirmou dialogo nesse sentido com o governador eleito, e anda , que o agronegócio pague impostos, já não pagam quase nada de imposto. “Tem alguns que tem até creditos a receber do estado a receber”, ainda diz Jayme, sinalizando que vai trabalhar assim que tomar posse no senado, para que modifique a Lei Kandir, que estabeleceu esse tipo de legislação. “Nos temos que cobrar impostos daqueles que sonegam, muitos dizem que exportam, mas estão derramando seus produtos aqui no pais, no mercado interno, sem pagar qualquer tipo de impostos”, elenca o segundo colocado na eleição para o senado da republico, que ainda vê, mas maiores irregularidades na “exportação”, de soja , milho, e algodão.  Para o  eleito no último pleito se comparar o algodão , onde se ganhou a preço liquido, perto de R$ 18 mil real o hectare, é lucro demais pagando todas as suas despesas.”Não tem atividade comercial no planeta que deu tanta atividade como deu o algodão”, e ainda afirma que a soja e o boi  foram também rentáveis onde já se pagou até o chamado Fhetab, “Por isso tem que se pagar para melhorar o Estado”, ainda defende ele, que acusou o agronegócio de ser omisso em questões sociais, como saúde, educação, e até mesmo a segurança. Para Jayme Campos, de que adianta ser um Estado ser campeão de soja, carne, algodão, leite , peixe, milho , girassol se ainda tem crianças assistindo aulas em local em que se faz leilão de gado, ou  seja em um “taterssal”. “E o povo precisa participar dessa riqueza por isso sou favorável a taxação do agronegócio”, destacou ele, ao afirmar que com isso quem ganha é o estado, que pode diminuir o seu tamanho, renegociar as dividas com os poderes e fazer um estado para todos. A taxação do agronegócio não é bem vista pelo setor no estado, isto por que há um discurso todo afinado de setores do agro no estado, e também das entidades que associam os produtores. Discurso como; “O agronegócio   é o carro chefe da economia de MT e do Brasil “, ou “sem o agronegócio o Estado para”, e ainda “O Estado começou a desenvolver a partir do agronegócio”, são discurso pregados em seminários, encontros, e no próprio parlamento estadual, que aliás teve a sua bancada reduzida pelo eleitor. Tão logo ficou sabendo do movimento pela taxação do agronegócio em MT, o Ministro da Agricultura Blairo Maggi entrou em campo para discursar em contrario. Blairo, é  um dos maiores produtores do país , e um dos barões do agronegócio, e tratou de desqualificar a intenção e ao mesmo tempo amenizar a insatisfação. “Não concordo em gênero, número e grau com essa afirmação de que o agronegócio não gera impostos para o Estado de Mato Grosso. Gera e muito. É base da nossa economia. O que o Estado precisa fazer é ir atrás daquele que não paga imposto, que é um número bastante grande e que, infelizmente, tem cobertura por liminares e outras coisas”, disse ele, concordando que muitos fazem mutretas, para simular as exportações de produtos, como afirmou o senador eleito Jayme Campos (DEM).
Ao todo a baixada elegeu 11 deputados estaduais a Assembléia Legislativa para os próximos quatro anos,  e são policiais , médicos  , professores, sindicalistas além dos empresários e gente do agronegócio que já estavam lá, e conseguiram se reeleger, escapando da degola do eleitor. Ele já deu sinais, que  deseja a engemonia política da baixada, deseja riqueza, mas também qualidade de vida. Dos três senadores que eram do agronegócio , foi reduzido para um, dos deputados estaduais apenas 10 ficaram, na câmara federal conta-se a eleição de apenas um parlamentar do setor. Como disse o senador eleito Jayme Campos que só resta uma saída ao governador Mauro Mendes, fazer uma administração voltada para o povo e o mais carentes. “Governar para o povo sem barão e tubarão essa é a saída”, finalizou e disse Jayme

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