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Agronegócio

21/11/2018 14:31 G1

Cooperativa de agricultores de MT beneficia castanha-do-brasil extraída por índios do PA

Uma cooperativa de agricultores de Juruena, a 893 km de Cuiabá, está beneficiando anualmente cerca de 22 toneladas de castanha-do-brasil extraídas por indígenas do Pará.

Os índios fazem parte da Associação Floresta Protegida (AFP), que fica em Tucumã (PA) e representa cerca de 3 mil indígenas de 22 comunidades, segundo a Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (Aderjur), do projeto Poço de Carbono Juruena.

Com a castanha extraída pelas comunidades Mẽbêngôkre/ Kayapó e indígenas da região Noroeste de Mato Grosso, a Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) fabrica vários produtos, como a amêndoa, farinha, barra de cereais e óleo do fruto da castanheira.

O projeto foi desenvolvido pela Aderjur, com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

O principal objetivo é agregar valor a castanha produzida pelas comunidades no sul do Pará, que ultrapassa a 200 toneladas por safra.

Como a coleta de castanha geralmente é uma atividade que envolve toda a família, vários conhecimentos sobre a floresta, fauna, cosmologia entre outros são repassados nesta atividade.

 

O beneficiamento de castanha-do-Brasil poderá fortalecer ainda mais o extrativismo desta amêndoa como fonte de renda.

A produção é comercializada no mercado nacional, graças a quantidade produzida e técnicas de boas práticas.

A Coopavam foi criada em 2008 e atua, além de Juruena, nos municípios de Juína, Castanheira, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã, Juara e Brasnorte, também no Noroeste do estado.

Já a Associação Floresta Protegida foi criada em 2002, com os objetivos de fortalecer as comunidades Mẽbêngôkre / Kayapó para a proteção dos territórios e recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de alternativas sustentáveis de geração de renda e valorizar o patrimônio cultural desta etnia.

A castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) pertence à familia Lecythidaceae e é nativa da Floresta Amazônica. A espécie pode ser encontrada em Rondônia, Acre, Amazonas, Pará e no norte dos estados de Goiás e Mato Grosso. Fora do País, nas Guianas, Venezuela, leste da Colômbia, Peru e Bolívia.

A castanha-do-brasil também é conhecida como castanha-do-pará, castanheira, castanha-verdadeira e amendoeira-da-américa. A árvore atinge de 30 a 50 metros de altura. O diâmetro médio do tronco retilíneo gira entre 100 e 180 centímetros. As folhas são simples e sem pelos.


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