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Cultura

18/09/2017 10:42 Folha Max

Orquestra de MT recebe Carlos Malta neste fim de semana

Os bons ventos trazem Carlos Malta para os Concertos Oficiais de setembro, que ocorrem no Cine Teatro Cuiabá, dias 23 e 24, sempre às 20h. Sob regência do maestro Evandro Matté, titular da Orquestra Sinfonia de Porto Alegre, a Orquestra de Mato Grosso exibe repertório dedicado à família das madeiras, com Malta tocando flauta em C, flauta baixo, clarone, sax soprano, sax tenor e pífano. Não é à toa que ele recebeu a alcunha de “O encantador de vento”.

Malta une-se à Orquestra de Mato Grosso para homenagens, releituras e para apresentar peças de sua autoria. Alinhada ao ano de comemoração dos 120 anos de nascimento do mais famoso chorão, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, serão exibidas três grandes obras: “Lamentos”, “Dininha”e “Carinhoso”. A propósito, em 2017 celebra-se o marco de 100 anos de “Carinhoso”, um verdadeiro hino do cancioneiro popular brasileiro.

Na sequência, Malta e a OEMT exibem canções de dois expoentes da Música Popular Brasileira, “Cais”, de Milton Nascimento e “Beatriz”, de Edu Lobo. Além de “Canto de Oxum”, de Sophia de Mello Breyner, Toquinho e Vinicius de Moraes. Por fim, Carlos Malta apresenta peças de sua autoria, como “Suite Pifemuderna”, “Tupyzinho”, “O trem”, “Lá no Suzano”, “Luz da Lua”, “Sou sim/ Soul sin” e “Espokando”.

Inclinada a trazer à memória importantes obras da literatura universal, a Orquestra de Mato Grosso também reverencia a obra de Anton Arensky. O compositor russo era profundo admirador de Tchaikovsky, no qual se inspirou para criar a peça “Variações sobre um tema de Tchaikovsky”, Op. 35, reservada a abertura dos Concertos Oficiais de setembro.

A Temporada 2017 da Orquestra do Estado de Mato Grosso é uma realização do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura e conta com patrocínios do Grupo Petrópolis, Agro Amazônia e Ihara. Apoio cultural, Amazon Plaza Hotel, Rühling Consultoria e Fisk Inglês e Espanhol.  

Carlos Malta

Malta consolidou seu nome entre grandes referências mundiais do sopro ao explorar muitas possibilidades e timbres de diversos instrumentos. Em especial, ao realizar uma leitura contemporânea de clássicos populares e se alinhar a vultuosos nomes da inesgotável criatividade brasileira, como é o caso do parceiro Hermeto Paschoal.

Empenhado em diversos projetos musicais, Malta conquista plateias de todo o mundo e é aclamado pela crítica por onde passa. Tamanho reconhecimento também lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino, pelo álbum Carlos Malta & Pife Muderno.

Malta é mestre na alquimia de somar à música tradicional dos rincões do país à modernidade sonora, enamorando-se de outros gêneros, como o jazz e o choro. E na busca ávida pelo conhecimento musical cosmopolita, dedica-se a executar obras musicais em instrumentos étnicos de várias origens, dentre as quais, flautas chinesas (Di-Zi), japonesas (shakuhachi), indígenas e o pife brasileiro.

Evandro Matté

Seu primeiro contato com a música foi aos 7 anos de idade na “Banda Marcial” do colégio em que estudava, em Caxias do Sul/RS, tocando trompete. Aos 15 já integrava a Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul. Dois anos depois, começou a cursar Engenharia Civil e a Escola De Música Da Orquestra Sinfônica De Porto Alegre (OSPA) ao mesmo tempo.

Aos 19 anos, assumiu a cadeira de trompetista que ocupa até hoje na Orquestra Sinfônica De Porto Alegre. Depois de graduar-se em Música pela Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul (UFGRS), fez especializações na University Of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire De Bordeaux (França).

Atraído pela regência, passou a atuar como maestro em festivais, participando de inúmeros Masterclasses, inclusive com o aclamado maestro Kurt Masur. Em 2007, assumiu a Orquestra Unisinos Anchieta. Na UNISINOS, também é coordenador cultural, estando à frente do projeto social Vida Com Arte, que atende 250 crianças e jovens alunos de escolas públicas, que recebem aulas de instrumentos, classes de cidadania, atendimento psicológico e acompanhamento de assistentes sociais.

Como maestro da Orquestra Unisinos Anchieta, tem atuado com importantes solistas do cenário da música de concerto entre eles: David Guerrier (França), Emmanuele Baldini (Itália), Fred Mills (Estados Unidos), Pierre Dutot (França) e Yang Liu (China). Além disso, atuou em parceria com importantes nomes da música popular brasileira, entre eles: Fafá de Belém e Kleiton & Kledir.

É diretor artístico do Festival Internacional Sesc De Música, que é realizado anualmente em Pelotas, desde 2011, e que se constitui num dos maiores eventos de música de concerto da América Latina. O Festival reúne mais de 50 professores de 12 países, 300 alunos do Brasil e América Latina e 48 espetáculos em 13 dias.

Atualmente, é regente titular da Orquestra Sinfonia de Porto Alegre.


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