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Cultura

06/11/2018 09:54 OLHAR Conceito

Jornalista de MT faz documentário sobre a vida de cinco haitianas em Cuiabá

Marie, Chantal, Duliana, Margalie e Mureille são haitianas. Todas moram em Cuiabá há mais de cinco anos, e tiveram suas histórias contadas pela jornalista Fernanda Elisa Trintade, 23, no filme “Mulheres Haitianas Vidas Cuiabanas”. A obra, uma produção de jornalismo cinematográfico, foi feita como trabalho de conclusão de curso (TCC), orientada pelo professor Pedro Pinto de Oliveira, e apresentada no último dia 15 de outubro. Agora, prepara-se para viajar por festivais de cinema pelo mundo.

Elisa foi responsável pelo roteiro, direção e argumento do filme. Segundo ela, o interesse pelo tema, no entanto, existe bem antes da faculdade. “Eu sou atriz, e trabalho com esse tema desde que entrei no teatro, em 2009. Com refugiados, minorias... trabalhei muito a questão dos judeus no holocausto, e vinha trabalhando na área das artes cênicas”, contou.


Desde que ingressou na faculdade de jornalismo, a então estudante já teve um contato direto com Pedro, que viria a ser seu orientador, e que também se interessa por contar histórias das minorias. “Todos os artigos científicos que fiz foram com ele, e a gente sempre tratava sobre esse tema, o professor tinha afinidade também”, afirma.
Especificamente sobre a imigração haitiana, Elisa conta que passou a ter mais interesse e contato quando viu que, nas ruas, estavam sempre os homens do Haiti. “Eu pensava: onde estão as mulheres? Foi por isso que eu decidi trabalhar com as mulheres haitianas”, lembra.
Com a ideia em mãos, a estudante teve que decidir qual seria o formato de seu trabalho e, com influência do orientador, decidiu pelo jornalismo cinematográfico que, segundo ela, no Brasil ainda é visto como um modo novo de fazer documentário. “Foi um desafio, mas ao mesmo tempo muito legal, porque me deu oportunidade de trabalhar com a arte, não fiquei presa, pude criar mais”. ‘Mulheres haitianas, vidas cuiabanas’ é baseado em depoimentos, e não tem narração em off. São os próprios depoimentos que contam a história do filme.
Para chegar a suas cinco personagens, a cineasta conversou com muitas outras mulheres. O primeiro passo foi ir até a Pastoral do Migrante, onde conheceu algumas pessoas. “Algumas me deram abertura, outras conversaram, mas não queriam aparecer em filmagens. É importante frisar que eu só gravei as que aceitaram aparecer no vídeo”, conta. Outras mulheres ela conheceu também nas ruas, no centro da cidade, e em paradas de ônibus.
Das histórias de ouviu, Elisa pescou alguns ‘temas-chave’, que criaram a linearidade da história. Dentre os temas, estavam: como elas chegaram até aqui, de onde vieram, a relação com o idioma, o trabalho e a saudade. “O que mais me surpreendeu foi a questão da saudade, porque todas elas falavam disso”, lembra. “Todas estão há mais de cinco anos em Cuiabá e nunca conseguiram voltar pra ver suas famílias. A todo momento elas retornavam neste tema”.
O filme, com 41’34’’ de duração, não está disponível no Youtube por enquanto, porque Elisa quer inscrevê-lo em festivais, e muitos deles exigem que as produções sejam inéditas. No entanto, ele deve passar em mostras de cinema da UFMT, e será publicado no próximo ano, provavelmente.
Além de Elisa, o cinegrafista Bruno Lopes também trabalhou no filme, cuidando das filmangens e edição. A artista plástica Dani Dias fez a arte, com base nas cinco personagens.

Assista ao trailer do filme:


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