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Curiosidades

15/05/2018 13:34 G1

Várzea Grande completa 151 anos com rastros de obras da Copa inacabadas, promessa de UFMT e de nova ponte

Conhecida como a ‘cidade industrial’ e localizada na região metropolitana de Cuiabá, Várzea Grande completa 151 anos de fundação nesta terça-feira (15). A cidade tem um rastro das obras da Copa do Mundo de 2014, que não foram concluídas nas principais vias de trânsito.

Paralelo a isso, os moradores têm a promessa da construção de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e uma nova ponte que liga a Cuiabá.

O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2017, apontou que 274.013 mil pessoas moram em Várzea Grande. É a segunda cidade mais populosa de Mato Grosso, perdendo apenas para a capital.

Em média, o salário mensal dos trabalhadores várzea-grandenses é de 2,3 salários-mínimos, segundo censo de 2015 do IBGE.

A Cadeia Pública de Jovens e Adultos no Capão Grande, em Várzea Grande, custa R$ 24 milhões aos cofres públicos e deveria ter sido entregue ao estado em agosto de 2016. A obra foi retomada em 2015, depois de ficar 8 anos parada.

 
Segundo a Sejudh, obra de cadeia pública já está com 60% dos trabalhos concluídos (Foto: TVCA/Reprodução)

Segundo a Sejudh, obra de cadeia pública já está com 60% dos trabalhos concluídos

Espera-se que seja a maior unidade prisional do estado, com capacidade de 1,5 mil presos. Em abril deste ano, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT) declarou que 60% do projeto já foi concluído.

Em março deste ano, durante visita na cidade, o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou a liberação R$ 8,5 milhões para a retomada das obras do campus da UFMT. Ao todo, a obra está avaliada em R$ 30 milhões. Uma nova licitação deverá ser realizada pela universidade.

As obras começaram em 2014 e a previsão de entrega era em 2016, mas a empresa alegou dificuldades técnicas e financeiras para dar continuidade ao projeto.

Por causa do atraso no cronograma da obra, a UFMT suspendeu os pagamentos para a empresa, no ano passado, e notificou a empresa para que desse continuidade ao serviço.

Enquanto isso, 600 estudantes aprovados para o campus têm aulas na UFMT, em Cuiabá. Os alunos reclamam das salas improvisadas e da falta de laboratórios para aulas práticas.

 
Obra está parada desde 2017 por incapacidade financeira de empresa contratada (Foto: Fernando Rodrigues/ Vice-governadoria de MT)

Obra está parada desde 2017 por incapacidade financeira de empresa contratada (Foto: Fernando Rodrigues/ Vice-governadoria de MT)

No mesmo mês, o governo de Mato Grosso anunciou a retomada da obra de construção da 5ª ponte ligando Cuiabá a Várzea Grande. A estrutura deve dar acesso ao novo campus da UFMT, que está sendo construído.

 
Obra foi iniciada em fevereiro de 2017 e deve ser entregue no final deste ano (Foto: Sinfra-MT/Divulgação)

Obra foi iniciada em fevereiro de 2017 e deve ser entregue no final deste ano (Foto: Sinfra-MT/Divulgação)

A ponte deve ser construída sob o Rio Pari. Ao todo, a estrutura de concreto deve er 60 metros de comprimento e deve custar R$ 5,3 milhões.

Neste mês, a prefeitura e o governo anunciaram investimentos iniciais de R$ 8,7 milhões para o início das obras de construção do Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso.

A expectativa é de que o parque movimente mais de 1,3 mil empregos diretos e indiretos nos três módulos de funcionamento: Parque Tecnológico (espaço para o desenvolvimento de inovação pelas empresas), Parque de serviços (focado na promoção de serviços para empresas, indústrias e comunidades) e Parque científico (espaço para formação e qualificação de pessoas, núcleos de universidade e laboratórios).

 
Obra de implantação do VLT já custou R$ 1,066 bilhão e está parada desde 2014 (Foto: Governo de Mato Grosso)

Obra de implantação do VLT já custou R$ 1,066 bilhão e está parada desde 2014 (Foto: Governo de Mato Grosso)

 

Inevitavelmente, a primeira cena que se vê na entrada da cidade, na divisa com Cuiabá, é um longo trecho de obra inacabada sinalizada com blocos de concreto espalhados no canteiro central da Avenida da FEB.

Se trata das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A obra do VLT está parada desde 2014, ano em que deveria ter sido entregue, devido à realização da Copa do Mundo em Cuiabá.

O valor inicial do VLT é de R$ 1,477 bilhão e já foram aplicados na obra mais de R$ 1 bilhão.

O contrato foi rescindido de forma unilateral após instalação de processo administrativo pelo governo para apurar infrações contratuais.

A decisão de instalar investigação ocorreu após a deflagração pela Polícia Federal, em agosto de 2017, da Operação Descarrilho, que indicou indícios de irregularidade no contrato.

 
Blocos de concreto foram colocados no canteiro central onde a obra está parada (Foto: André Souza/ G1)

Blocos de concreto foram colocados no canteiro central onde a obra está parada (Foto: André Souza/ G1)

Uma nova licitação, que poderá ter participação de empresas nacionais e internacionais, está em andamento. Valores para a conclusão das obras, também ainda estão sendo calculados pela comissão.

Recentemente, comerciantes com lojas instaladas na Avenida da FEB foram notificados pela prefeitura do município para refazerem as calçadas da via, quebradas quando foram iniciadas as obras de implantação do VLT.

Cerca de 30 comerciantes ao longo da avenida foram notificados. No documento recebido pelos comerciantes, eles são informados de que devem consertar os estragos nas calçadas dentro de 20 dias, sob pena de multa de 30 UPFs, o que equivale atualmente a quase R$ 4 mil.

 
Várzea Grande (Foto: Prefeitura de Várzea Grande)

De acordo com levantamento da Prefeitura de Várzea Grande, a cidade nasceu da doação de uma sesmaria aos índios Guanás – hábeis canoeiros e pescadores – em 1832 por parte do governo imperial. Foi o caminho obrigatório das boiadas que vinham de Rosário do Rio Acima (hoje o município de Rosário Oeste) em busca de Cuiabá.

Segundo a história tradicional, a fundação está intimamente ligada ao acampamento militar construído durante a guerra com o Paraguai, supostamente nas imediações do atual centro da cidade, conhecido como o ‘Acampamento Couto Magalhães’.

No entanto, este acampamento militar que dava suporte à capital do estado durante a guerra, e que foi estabelecido a 15 de Maio de 1867, pelo General José Vieira Couto de Magalhães, se localizava na margem esquerda do Rio Cuiabá, ou seja, do lado da cidade de Cuiabá, próximo da barra do rio Coxipó.


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