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04/05/2018 16:04 G1

Dez obras previstas para a Copa de 2014 ainda não foram entregues em MT

Dez obras previstas para a Copa do Mundo de 2014 ainda não foram entregues em Cuiabá e em Várzea Grande, região metropolitana da capital mato-grossense. Uma das principais obras não entregues é a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

A obra do modal já custou mais de R$ 1 bilhão e está parada desde 2014. Além disso, dois Centros de Treinamento não foram entregues. Outra obra importante, a Arena Pantanal, que recebeu quatro jogos da Copa, não foi totalmente concluída.

O levantamento foi feito pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), que divulgou nessa quinta-feira (3) a relação das obras previstas para o mundial. No total foram implantadas 21 construções em Cuiabá e na região metropolitana.

De todas as obras, 11 empreendimentos foram entregues entre 2015 e 2017. Cinco obras estão em andamento e outras cinco passam por período de renegociações com as empresas responsáveis.

 

Confira o andamento de cada construção:

 
Serviços de finalização da obra da Trincheira Santa Rosa irão custar R$ 3,7 milhões (Foto: Meneguini/Gcom-MT)

Serviços de finalização da obra da Trincheira Santa Rosa irão custar R$ 3,7 milhões (Foto: Meneguini/Gcom-MT)

Trincheira Lenine de Campos Póvoas (Santa Rosa)

A Trincheira foi retomada em outubro de 2017, pela empresa Concremax, vencedora da licitação realizada pela Secretaria das Cidades. Os trabalhos já estão 100% finalizados e a inauguração deve ocorrer ainda em maio.

A obra da Trincheira do Santa Rosa, teve início em março de 2012 e deveria ter sido entregue em março de 2014, dois meses antes do início da Copa do Mundo.

Contrato inicial ficou a cargo da construtora a Ster Engenharia, que esteve à frente do empreendimento de março de 2012 a fevereiro de 2013 e executou apenas R$ 4,84 milhões em obras.

Os trabalhos foram retomados em abril de 2013. A empresa Camargo Campos assumiu o contrato e permaneceu como responsável até agosto 2016, quando entrou em falência e foi retirada.

O valor total, com aditivos, é de R$ 30,6 milhões. A trincheira tem 520 metros, o trecho da obra fica entre a rotatória do Centro de Eventos do Pantanal até a proximidade da Procuradoria Fiscal do Município, com 2,4 km de extensão. Pelo local trafegam entre 13 e 15 mil veículos em horário com maior volume de movimento.

 
Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT) (Foto: Rafaella Zanon/Secid-MT )

Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT) (Foto: Rafaella Zanon/Secid-MT )

Aeroporto Marechal Rondon

As obras do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, no setor A e B estão finalizadas. Estas contemplam as áreas de embarque e desembarque doméstico e embarque internacional do aeroporto. Resta apenas a execução da reforma do setor C. Atualmente apresenta cerca de 85% de obra concluída.

Entre os serviços realizados estão, a instalação do forro modular metálico (“colmeia”) do setor de desembarque, do pavimento térreo, bem como o forro instalado no embarque superior do terminal, utilizado em voos domésticos e internacionais.

Somado a isso, também aparecem na lista o funcionamento do ar-condicionado, a reforma dos sanitários da praça de alimentação, a automatização das portas de entrada do terminal e a finalização das quatro pontes de embarque, que já estão operando.

A obra completa do aeroporto está orçada em R$ 85,1 milhões.

O convênio com a Infraero já venceu, porém, a empresa tem prazo de até final de maio para realizar alguns serviços apontados pela equipe de fiscalização da Secid.

A obra teve início em dezembro de 2012. Quem tocou os trabalhos foi o Consórcio Marechal Rondon (Engeglobal, Multimetal e Farol Empreendimentos).

 Complexo Turístico da Salgadeira teve inauguração adiada por pelo menos três vezes nos últimos dois meses (Foto: Governo de Mato Grosso)

Complexo Turístico da Salgadeira teve inauguração adiada por pelo menos três vezes nos últimos dois meses (Foto: Governo de Mato Grosso)

Complexo Turístico da Salgadeira

A reforma do Complexo Turístico da Salgadeira, situado na rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), em Cuiabá, fazia parte do pacote de obras para Copa de 2014 e foi concluída pelas secretarias das Cidades e Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da adjunta de Turismo.

Iniciada em 2010, a obra tem custo de R$ 12,6 milhões e teve a inauguração adiada por, pelo menos, três vezes ao longo dos últimos dois meses.

O complexo passará a contar com um restaurante amplo, um minimuseu, uma loja de souvenir, um posto policial, um mini-auditório, área administrativa, playground, paisagismo e duas guaritas.

O local também terá mirantes, rampas e portas que permitem acesso de pessoas com deficiência.

 
Com a construção da Avenida-Parque do Barbado e de um viaduto para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Fernando Corrêa da Costa, foi necessária a abertura de uma rótula para acesso à UFMT. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)

Com a construção da Avenida-Parque do Barbado e de um viaduto para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Fernando Corrêa da Costa, foi necessária a abertura de uma rótula para acesso à UFMT. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)

Avenida Parque do Barbado

Os trabalhos da implantação da Avenida Parque Barbado apresentam cerca de 76,2% de execução. O trecho que liga a Avenida Fernando Correa à Avenida Brasília está praticamente finalizado, restando a pavimentação da rotatória.

Os serviços serão reiniciados em maio (quando finaliza o período chuvoso) para conclusão da rotatória e da segunda etapa: da Avenida Brasília à Archimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho).

A dimensão total da nova via é de 1,6 km. A obra está orçada em R$ 29,5 milhões e está sob responsabilidade da empresa Guaxe-Ecomind. A avenida deve ser entregue em outubro de 2018.

 
Trincheira da Jurumirim é uma das obras construídas para a Copa  (Foto: Drone Cuiabá)

Trincheira da Jurumirim é uma das obras construídas para a Copa (Foto: Drone Cuiabá)

Trincheira Engenheiro José Luiz Borges Garcia (Jurumirim/trabalhadores)

Com 97,84% de obra executada e orçada em R$ 50,5 milhões, os trabalhos na Trincheira Jurumirim encontram-se paralisados. Atualmente a Secretaria trabalha em um levantamento técnico e ensaios de qualidade.

O processo de retomada (negociação) para reserviços e conclusão da obra está em andamento com o Consórcio Sobeltar, responsável pela construção.

Ainda não há prazo para a finalização e entrega total da estrutura que possui 960 metros de comprimento.

 
Vagões do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ficam no Centro de Comando e Operações (CCO), em Várzea Grande, aguardando a instalação dos trilhos na região metropolitana de Cuiabá. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)

Vagões do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ficam no Centro de Comando e Operações (CCO), em Várzea Grande, aguardando a instalação dos trilhos na região metropolitana de Cuiabá. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)

Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT)

O contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido de forma unilateral após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.

A Comissão de Processo Administrativo apurou ocorrência de práticas caracterizadoras desta rescisão contratual, como atos de inidoneidade consistentes no pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, subcontratação com irregularidade e cumprimento irregular de cláusulas do contrato.

A decisão de instalar investigação ocorreu após a deflagração pela Polícia Federal, em agosto de 2017, da Operação Descarrilho, que indicou indícios de irregularidade no contrato.

Uma nova licitação, que poderá ter participação de empresas nacionais e internacionais, está em andamento. Valores para a conclusão das obras, também ainda estão sendo calculados pela comissão.

 
Canteiro de obras do VLT em Várzea Grande deve passar por readequações (Foto: Gcom-MT)

Canteiro de obras do VLT em Várzea Grande deve passar por readequações (Foto: Gcom-MT)

O valor inicial do VLT é de R$ 1,477 bilhão e já foram aplicados na obra R$ 1,066 bilhão, valores considerados na data base de maio de 2012.

O armazenamento do material rodante é armazenado pelo Consórcio VLT, que realiza manutenções mensais nos equipamentos.

Recentemente, comerciantes com lojas instaladas na Avenida da FEB, em Várzea Grande, foram notificados pela prefeitura do município para refazerem as calçadas da via, quebradas quando foram iniciadas as obras de implantação do VLT.

 Obra do COT da UFMT não foi entregue (Foto: G1)

Obra do COT da UFMT não foi entregue (Foto: G1)

Centro Oficial de Treinamento João Batista Jaudy (COT UFMT)

Atualmente, as obras do Centro Oficial de Treinamento (COT) Professor João Batista Jaudy, construído na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), estão 82% executadas.

A construção em questão foi retomada em abril de 2017 e tem orçamento estimado em R$ 17,25 milhões.

Os serviços de concretagem da pista de atletismo, que será toda emborrachada (com tecnologia italiana), foi finalizada atendendo às exigências da Confederação Nacional do esporte.

A obra passa atualmente por processo de cura do concreto. Os serviços estão a cargo da empresa Engeglobal.

A retomada e término da estrutura física do espaço esportivo ainda está em tratativas administrativas junto à construtora.

O projeto do COT UFMT conta com capacidade para 1,5 mil torcedores, campo de futebol, além de instalação das estruturas de arquitetura, fundações, terraplanagem, drenagem, pavimentação, estrutura metálica, instalações hidrossanitárias, elétricas, telecomunicações, luminotécnica, climatização e ventilação, prevenção e combate a incêndio, paisagismo, gramado e comunicação visual.

 
Foto do COT Pari, ainda em 2016 (Foto: Edson Rodrigues/Secopa)

Foto do COT Pari, ainda em 2016 (Foto: Edson Rodrigues/Secopa)

Centro Oficial de Treinamento Rubens dos Santos (COT Pari)

O Centro Oficial de Treinamento Rubens dos Santos, o COT do Pari, em Várzea Grande, está com obras paradas. Até agora 69,2% da construção está concluída.

A estrutura está orçada em R$ 31,7 milhões e mais de R$ 21 milhões foram repassados ao Consórcio Barra do Pari, liderado pela empresa Engeglobal.

Uma equipe do governo trabalha em um inventário, que relatará a qualidade todos os serviços executados e os não realizados.

O levantamento também apresentará dados de materiais furtados, mal aplicados e danificados. Será levantado custo de serviços e de obra a construir.

O relatório final será apresentado em agosto, porém ainda não há data para retomada e conclusão da obra.

Avenida 08 de Abril e Córrego Manoel Pinto

As obras de readequação da avenida 8 de Abril foram paralisadas há três meses pela construtora responsável, que alegou o não andamento dos trabalhos devido período chuvoso. Durante o período a Secid notificou a empresa para retomada e conclusão dos trabalhos.

O contrato sofreu aditivo (sem impacto financeiro) de mais um ano, com prazo limite até 31/07/2018, para ser finalizado.

Também contou com aditivo de valor devido à revisão de projeto, que inclui toda a recuperação do fundo do córrego e paredes laterais. Até o momento, foram executados 67,3% dos serviços. Valor do contrato final será de R$ 26,71 milhões.

A obra em questão contempla a urbanização do canal do córrego Manoel Pinto, a implantação do coletor tronco, calçadas, cinco rotatórias nos cruzamentos da avenida 8 de abril com as ruas: 13 de junho, Barão de Melgaço, Professor Ranulfo Paes de Barros, Senador Metelo, Tenente Thogo da Silva Pereira e mais um pontilhão para retorno à Rua Joaquim Murtinho.

O comprimento total de obras é de 3,1 km.

Avenida Jornalista Archimedes Pereira Lima (Moinho)

O convênio com a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi prorrogado para até novembro deste ano, garantindo os recursos a serem aplicados na construção, que até o momento apresenta 70,3% de obra executada.

Os serviços realizados pelo Consórcio Trimec-Hytec apresentaram diversas inconformidades, principalmente no pavimento.

Diante disso, foram realizados vários ensaios/testes de qualidade.

Os resultados das avaliações realizadas nos 4,4 km de obra foram repassados ao consórcio para o início das negociações de retomada dos trabalhos.

Com aditivo a obra custará aproximadamente R$ 23,3 milhões, após finalizada.

 
Arena Pantanal não foi totalmente concluída e precisa de reparos (Foto: Secopa/Divulgação)

Arena Pantanal não foi totalmente concluída e precisa de reparos (Foto: Secopa/Divulgação)

Arena Pantanal

A construção da Arena Pantanal possui três contratos: Mendes Junior (obras civis), Consórcio CLE (TI, Telecom), Kango Brasil (assentos e mobiliário).

Os serviços de instalação dos equipamentos mobiliários esportivos (bancos para arquibancada, jogadores reservas e do vestiário), que são de responsabilidade da empresa Kango Brasil, já estão conclusos.

A contratada necessita efetivar correções pontuais nos assentos, dentre elas desbotamentos, falhas de rebatimento, fixações e plaquetas de identificação.

Com relação as inconformidades detectadas na certificação dos assentos pelo INMETRO, a Secid trabalha atualmente em testes de verificação do produto entregue e solicitando as documentações comprobatórias da contratada.

Além disso, o contrato passa por análise na Procuradoria-Geral do Estado para possível acordo judicial. O valor desse contrato é de valor do contrato R$ 18,2 milhões.

A construtora Mendes Júnior é responsável pelas obras civis da Arena. Ao total ela já executou 98,4% dos trabalhos. Atualmente o contrato, estimado em R$ 453,2 milhões, encontra-se judicializado.

A Secretaria das Cidades trabalha para um acordo com Consórcio CLE, com a finalidade de garantir o retorno do funcionamento do telão, catracas e som, por exemplo.

O processo é acompanhado e passa por análise da PGE e da Controladoria Geral do Estado (CGE). O valor final do contrato está orçado em R$ 110,8 milhões e até o momento está 92,1% executado.

Obras entregues

Em 2015, foram entregues construções do Morro do Despraiado, em Cuiabá e as duplicações da Rodovia Mário Andreazza e estrada da Guarita, em Várzea Grande.

Em 2016 a Secid concluiu a trincheira Verdão/Santa Izabel e os muros limítrofes da Vila Militar, Universidade Federal de Mato Grosso e Aeroporto Marechal Rondon.

Em 2017, foram concluídas obras do Complexo Viário Deputado Walter Rabelo, na região do Tijucal e iluminação em LED implantada em toda Avenida Miguel Sutil, Complexo Tijucal e parte da Avenida Dom Orlando Chaves, em Várzea Grande.


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