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12/06/2018 13:54 G1

Falta de medicamentos e problemas na estrutura em 50 unidades de saúde em Cuiabá são investigadas

O Ministério Público Estadual (MPE) vistoriou as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Cuiabá e identificou várias irregularidades, desde a falta de medicamento a na estrutura. O órgão abriu inquérito para investigar falhas em 50 unidades.

A Secretaria de Saúde de Cuiabá alegou que atua para promover melhorias nas unidades básicas e que, na próxima semana, entre os dias 19 e 20, vai anunciar novos investimentos na área.

 
Faltam remédios e insumos básicos em unidades de saúde, segundo o MPE (Foto: TVCA/ Reprodução)

Faltam remédios e insumos básicos em unidades de saúde, segundo o MPE (Foto: TVCA/ Reprodução)

Em algumas unidades, as reformas estão paradas e os medicamentos vencidos e, em outras, há problemas estruturais e faltam materiais de trabalho.

“Tomo 17 comprimidos por dia, alguns fornecidos pelo posto de saúde e outros são comprados. Mas os que deveriam ter no posto, na maioria das vezes, tenho que comprar também”, disse o aposentado Albino Bolchinek.

 
MPE encontra irregularidades nas unidades básicas de saúde de Cuiabá

MPE encontra irregularidades nas unidades básicas de saúde de Cuiabá

 

Outras 22 unidades básicas de saúde que não havia reclamações registradas foram vistoriadas pelo MPE e, em todas elas, foram encontradas irregularidades.

“Não é porque não tem reclamações que não existem problemas. Várias unidades tinham problemas graves”, disse o promotor de Justiça Alexandre Guedes.

De acordo com ele, cada unidade que foi vistoriada terá uma investigação própria e o MPE vai colaborar para resolver os problemas.

Um dos locais que chamou a atenção do MPE foi o centro de saúde do Bairro Alvorada, na região central de Cuiabá. O prédio está com infiltração, instalação elétrica antiga, falta de remédios e, segundo os pacientes, também faltam vacinas.

“Meu bebê tem 24 dias de vida e ainda não tomou as vacinas porque está em falta. Vou ter que ir em outro bairro. Quando tenho condições, pago particular, pois a saúde pública, infelizmente, é assim”, lamentou a auxiliar de Contabilidade Iva Azevedo.

Segundo o médico Cléo Borges, a falta de estrutura prejudica o trabalho dos profissionais de saúde que atuam nas unidades.

“Se tivermos mais unidades com atenção primeiramente voltada para a saúde, onde a gente faz o filtro, a capacitação e o primeiro acesso voltado para a população, vamos desafogar os hospitais”.

 
Algumas unidades estão com as obras paradas (Foto: TVCA/ Reprodução)

Algumas unidades estão com as obras paradas (Foto: TVCA/ Reprodução)


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