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Economia

05/10/2017 09:57 Diário de Cuiabá

Preço em Cuiabá tem maior recuo do país

A cesta básica em Cuiabá encerrou o mês de setembro com queda de 2,40% na comparação com agosto. O preço médio do conjunto de alimentos básicos é ainda maior quando se amplia a análise. Nos nove meses de 2017 o recuo é de 13,91% e nos últimos 12 meses, -19,11%, a maior queda registrada no país. 

Conforme dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, em setembro a cesta básica teve em média, custo de R$ 366,94. No ranking nacional, o valor é o 11º mais caro entre todas as capitais do país. 

As capitais do Centro-Oeste são destaque na pesquisa de setembro. Todas elas registram baixas significativas, especialmente no acumulado de janeiro a setembro, e também nos dados registrados soa últimos 12 meses. 

Como destaca o Dieese, em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as 21 cidades pesquisadas. “As taxas negativas variaram entre -19,11%, em Cuiabá e -5,19%, em Goiânia. Entre janeiro e setembro de 2017, o custo da cesta diminuiu em todas as capitais, com destaque para as do Centro-Oeste: Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%)”. 

As reduções mensais mais expressivas foram registradas no Nordeste: Maceió (-5,22%), Fortaleza (-4,85%), João Pessoa (-4,62%), Salvador (-4,09%), São Luís (-3,97%) e Natal (-3,64%). A única alta foi observada em Campo Grande (1,17%). 

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 436,68), seguida por São Paulo (R$ 421,02) e Florianópolis (R$ 419,17). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 318,52), Natal (R$ 323,90) e Recife (R$ 328,63). 

Dos 13 itens que compõe a cesta básica, cinco deles registraram alta e o restante redução na comparação com os preços de agosto. A alta mais significativa foi da carne, 2,35% e o maior recuo foi do tomate, -22,47%. 

O Dieese considera a cesta básica composta por 13 itens suficiente para alimentar uma família de quatro pessoas. Na Capital, os produtos tiveram o seguinte comportamento no mês passado: Na Capital, os alimentos tiveram a seguinte movimentação no mês de junho: carne (+2,35%), leite (-1,84%), feijão (-14,13%), arroz (+0,34%), farinha (+1,17%), batata (-7,94%), tomate (-22,47%), pão (+0,10%), café (-0,62%), banana (-0,88%), açúcar (-6,02%), óleo (-1,47%) e manteiga (+2%). 

ORÇAMENTO 

Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em setembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937. Em agosto de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.744,83, ou 4 vezes o mínimo vigente. Em setembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 4.013, 08 ou 4,56 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880. 


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