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Economia

29/05/2018 14:04 Gazeta Digital

Pecuária tem prejuízo de R$ 35 milhões por dia com greve de caminhoneiros

O setor pecuarista de Mato Grosso tem acumulado perdas diárias de cerca de R$ 35 milhões, referente aos cerca de 17 mil animais que deixaram de ser abatidos desde o último dia 23, conforme a Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat). O prejuízo é reflexo da greve dos caminhoneiros em todo o país, que paralisou a cadeia produtiva. Do montante apresentado pelo diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari, cerca de R$ 2,5 milhões são referentes às exportações de gado.

Segundo Vacari, é crescente entre os criadores a preocupação com os contratos que estão deixando de ser cumpridos e com os pagamentos de salários e fornecedores que também podem ser impactados pela falta de fluxo.

“Estamos muito preocupados com o desabastecimento e com a quebradeira do segmento. Imagine o produtor que tem o seu compromisso, que fez uma programação de confinamento, por exemplo, que precisa fechar seus animais, que precisa abater seus animais e não tem conseguido. A gente fica muito preocupado e tenta encontrar uma solução para escoar esse produto”, disse ao deixar reunião no Palácio Paiaguás, na tarde de segunda-feira (28).

Conforme o executivo, apesar de os caminhoneiros não terem impedido a passagem de cargas vivas, há bloqueio do transporte de câmaras frias que saíram dos frigoríficos e não conseguiram chegar até as prateleiras dos supermercados ou até os portos. “Isso parou totalmente a indústria e consequentemente, parou o transporte de gado das propriedades”.

Conforme boletim divulgado pelo Instituo Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (28), os frigoríficos começaram a sair das compras de bovinos na última quarta-feira (23). Até sexta-feira (25), 92% das plantas frigoríficas do Estado afirmaram estar fora das compras reiterando que, caso a greve continuasse, o abate de bovinos iria parar, o que foi confirmado pela Acrimat.

Com isso, o Imea estima que o montante diário que deixa de circular pode chegar a R$ 36,5 milhões, considerando apenas o abate de bovinos. Além disso, o boletim destaca que o preço do boi gordo no Estado ficou sem referências de negócios, reflexo do impacto da paralisação dos caminhoneiros, que conta com apoio da Acrimat, desde que uma solução seja encontrada para impedir a morte de animais confinados, que dependem da ração bloqueada nas rodovias. 


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