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Economia

20/09/2018 09:32 G1

Dólar opera em queda, no patamar de R$ 4,10, com exterior e cenário eleitoral

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (20), mantendo o movimento do dia anterior, com o mercado de olho no cenário eleitoral e em sintonia com o bom desempenho das divisas de países emergentes no exterior.

Às 10h12, a moeda norte-americana caía 0,71%, vendida a R$ 4,0975. 

Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 4,0885, e na máxima, a R$ 4,1217.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na véspera, a moeda norte-americana encerrou o dia em baixa de 0,36%, a R$ 4,1267. Na mínima do dia, chegou a ser vendida a R$ 4,1003. Na máxima, foi a R$ 4,1763. Já o dólar turismo fechou a R$ 4,31, sem considerar a cobrança de IOF (tributo). 

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

 

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar.


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