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Educação

07/05/2018 14:59 G1

Reitora diz que comissão vai rever mudanças na alimentação após atos de alunos e alega crise financeira na UFMT

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, disse que uma comissão para rever as mudanças na política de alimentação da instituição de ensino e alegou que alterações são necessárias devido à crise financeira pela qual passa a univerdade. Contra essa nova política, estudantes estão fazendo atos de protesto e ocupando prédios da instituição.

Em entrevista à Centro América FM, nesta segunda-feira (7), a reitora afirmou que não foi possível fazer o reajuste gradativo da refeição no Restaurante Universitário (RU) devido à falhas cometidas pelas gestões anteriores, que deixaram uma dívida de R$ 14 milhões.

Segundo ela, um estudo foi realizado para verificar a possibilidade de aumentar o preço da alimentação para R$ 5.

Uma comissão deverá ser implantada para mostrar os estudos que foram realizados durante as audiências públicas.

"Nessa comissão será feito um resumo do que havia sido dito nas audiências públicas e apresentar uma ideia de reajuste aceitável para todos os estudantes", afirmou.

Myrian explicou que alguns alunos da universidade apresentaram ideias para um reajuste entre R$ 2 e R$ 2,50.

"Nós queremos ampliar a alimentação gratuita para os estudantes de baixa renda e para os demais promover um aumento de forma gradativa", contou.

O aumento no preço da alimentação oferecida se deve a crise financeira que a universidade está passando.

De acordo com a reitora, desde 2014, a UFMT perdeu 50% do capital (recursos usados para realização de obras e aquisição de equipamentos) e 20% da verba de custeio (gastos com manutenção de despesas básicas).

"O dinheiro que deveria ser utilizado para a manutenção do nosso ensino tem sido usado para o pagamento dos funcionários", avaliou.

Na sexta-feira (4), a Justiça Federal determinou a reintegração de posse no campus da UFMT, em Cuiabá, por prejuízos ao ensino, já que alunos estão sem aula.

Mudanças

A polêmica sobre o aumento começou em fevereiro, depois que a UFMT divulgou uma nota dizendo que adotará nova política de alimentação no contexto de assistência estudantil da instituição.

De acordo com a instituição, os alunos com renda superior a R$ 1,4 mil devem passar a pagar o valor integral do vale-refeição, sem o auxílio da UFMT.

Já estudantes em situação de vulnerabilidade econômica terão parte do valor subsidiado pela instituição.

Atualmente, os estudantes de todos os campi pagam R$ 0,25 pelo café da manhã e R$ 1 para almoço e jantar. Os valores seriam reajustados para R$ 5 o almoço e a janta e para R$ 2,50, o café da manhã.


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