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Educação

23/05/2018 13:23 G1

Profissionais da Educação fazem protesto por reajuste e aulas são suspensas em 17 escolas de MT

rofissionais da Educação em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, paralisaram as atividades nesta quarta-feira (23), em protesto por reajuste salarial e inclusão dos funcionários no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do município.

Eles fizeram um ato em frente à sede da Prefeitura Municipal. Com o movimento, as atividades foram suspensas hoje nas 17 escolas municipais e mais de 10 mil alunos estão sem aula.

À categoria, o prefeito Flori Luiz Binotti (PSD) fez uma proposta de reajuste de 3,3% em que se inclui, além da reposição inflacionária, o percentual de ganho real, além de reajuste 9,05% no vale-alimentação, que passaria de R$ 220 para R$ 240.

 
Servidores querem reposição inflacionária de 6,81%; prefeitura oferece 3,3% (Foto: Wésllen Tecchio/TVCA)

Servidores querem reposição inflacionária de 6,81%; prefeitura oferece 3,3% (Foto: Wésllen Tecchio/TVCA)

Segundo a presidente do sindicato da categoria (Sintep) no município, Tânia Jorra, a proposta não atende ao que é reivindicado pelos quase 900 profissionais da Educação – dos quais cerca de 450 são professores. Inicialmente, os servidores fizeram uma proposta inicial de reajuste de 10%, sendo 6,81% de reposição do piso e 3,19% de ganho real.

Conforme a sindicalista, diante da apresentação dos números de arrecadação do município, a categoria aceitou fazer uma contraproposta, a qual deverá ser analisada e respondida pelo prefeito dentro de até 10 dias.

“Hoje, a categoria decidiu que nós faremos uma contraproposta de 6,81% de reposição do piso, sendo 3,3% agora e o restante parcelado, desde que a última seja em outubro. Queremos, pelo menos, a reposição mínima”, disse Jorra.

Após a resposta da prefeitura, uma nova assembleia deve ser realizada pela categoria, que não descarta a possibilidade de greve.

Segundo o prefeito Flori Luiz Binotti, uma comissão foi montada para acompanhar a receita e a defesa do município, a fim de verificar se é possível cortar gastos e dar um reajuste maior aos servidores da Educação.

“Se tivermos uma arrecadação maior e uma despesa menor, poderemos dar um aumento maior, como fizemos no ano passado, quando os professores receberam reajuste de 9%. Mas, naquele ano, havia uma inflação maior, que esse ano foi menor”, disse.

 
Servidores rejeitaram proposta do município e apresentaram contraproposta (Foto: Wésllen Tecchio/TVCA)

Servidores rejeitaram proposta do município e apresentaram contraproposta (Foto: Wésllen Tecchio/TVCA)

O prefeito alegou, ainda, que atendeu à reivindicação dos servidores para mudar a data-base para janeiro.

“Já encaminhamos para a Câmara essa mudança e aguardamos a aprovação. Chegamos no limite na situação financeira, que é de 3,3. Se passar na Câmara a mudança da data-base, daqui a sete meses estaremos novamente discutindo a questão da RGA”, afirmou.

Binotti alegou que recebeu uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para que não conceda aumento acima da inflação.

“A reposição inflacionária é um direito do trabalhador. Um aumento acima da inflação é dado quando se tem condições. Como o estado e o país estão em crise, a recomendação do TCE é que não se dê aumento real, acima da inflação. Aqui, nós ainda estamos conseguindo conceder um aumento acima da inflação”, justificou.


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