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Esporte

13/09/2018 09:25 Gazeta Digital

Laudo aponta anomalias em estrutura do Estádio Germano Kruger

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou na noite da última segunda-feira (10) a realização da primeira partida das finais da Série C entre Operário-PR e Cuiabá, para o Estádio Germano Kruger, na cidade de Ponta Grossa, a 100 Km da Capital, Curitiba. A decisão de manter o jogo no local só ocorreu depois de muito trabalho nos bastidores da diretoria do clube paranaense e a devida ‘autorização’ do Corpo de Bombeiros local.

Como o estádio tem capacidade para apenas 8.997 pessoas, a partida deveria ser disputada num local com capacidade mínima para 10 mil espectadores, conforme determina o artigo 25 do Regulamento da Série C, divulgado pela própria CBF.

Ciente das limitações a diretoria do Operário convenceu as autoridades locais de segurança que o Germano Kruger poderia receber a partida; assim, de posse de um novo laudo, emitido, segundo o clube anfitrião, na noite de segunda, a CBF autorizou a realização da partida.

O que a entidade mandatária do futebol brasileiro não sabe é um laudo emitido em fevereiro do ano passado (2017) apontava diversas ‘anomalias’ na estrutura do estádio e a necessidade de reformas, como descreveu o responsável pelo laudo, no documento que A Gazeta teve acesso com exclusividade. A principal preocupação, como se observa no documento de 297 páginas, se volta para a estrutura de concreto da arquibancada coberta, que foi construída em 1978, portanto a 40 anos.

“O laudo contém a inspeção predial para um diagnóstico geral sobre as atuais condições do estádio a fim de que ao passar pelo processo de manutenção e reparo o Estádio possa atender as condições técnicas de segurança, conforto, acessibilidade e qualidade”, descreveu o corpo técnico da Empresa TESP, através dos engenheiros João Amilton Mendes e Júlia Senger Marin.

“Contou-se com a participação do engenheiro eletricista Anselmo Gomes Tramontin para todos os elementos relativos as instalações elétricas que compõem a área do Estádio Germano Kruger”, continua o documento.

O ‘Laudo de Vistoria de Engenharia, Acessibilidade e Conforto’ foi solicitado por Marcos Alberto Cosmoski, presidente do Clube Operário Ferroviário.

No documento, os engenheiros transcrevem que “A capacidade total de público do Estádio Germano Kruguer é de 8.997 pessoas e foi atribuída determinada com base em um memorial de cálculo dos meios de abandono apresentado ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná, na ocasião de aprovação do projeto de Prevenção Contra Incêndio.

A capacidade da arquibancada superior coberta é de 1.995 pessoas e as arquibancadas descobertas tem capacidade para 7.002 pessoas. As arquibancadas não possuem demarcação de lugar, com exceção das áreas com cadeiras”, diz o documento.

Mas o que chama a atenção, além da capacidade limita do estádio, são os alertas emitidos pelos engenheiros responsáveis. Na página 26 do laudo, consta ‘corrosão’.

“A região de apoio do telhado da arquibancada encontra-se com corrosão e presença de matéria orgânica”, diz o laudo.

Na página 24, mais ‘anomalias’: “As lajes, da arquibancada coberta, apresentam anomalias nos encontros das placas pré-moldadas. Essas anomalias permitem a passagem de água pela laje.”

A figura 8 da página 23, mostra mais problemas na estrutura do estádio: “Viga da arquibancada coberta, apresenta baixo cobrimento da armadura e presença de corrosão”.

“Uma das vigas da arquibancada apresentam baixo cobrimento da armadura e exposição das mesmas”, aponta o documento, na página anterior, todas, muito bem ilustradas com fotos flagrantes.

Segundo o laudo as vigas apresentam “deterioração das características físico químicas do concreto (estalactites, corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor/fungos)”. Já página 54 do laudo os engenheiros alertam para a corrosão em estruturas metálicas.

A reportagem de A Gazeta tentou contato com os engenheiros responsáveis pela vistoria e a missão dos laudos, João Amilton Mendes e Júlia Senger Marin, sem sucesso. Resta saber se o “processo de manutenção e reparo”, sugerido pelos engenheiros, foi feito pelo clube mandante.


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