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Mundo

01/11/2017 16:00 G1

'Me sentia uma escrava': os chocantes casos de casamento infantil nos EUA

Angel McGehee tinha 13 anos quando sua mãe a forçou a se casar. "Me sentia uma escrava", diz, sobre essa época de sua vida.

Enquanto países como o Zimbábue, Malauí e El Salvador recentemente proibiram o casamento infantil, isso ainda é permitido nos EUA. Metade dos Estados sequer tem idade mínima para o casamento.

E entre os Estados que têm idade mínima, um estabelece em 14 anos para meninos e 13 para meninas: New Hampshire, no nordeste do país.

“Eu era só uma menina que sonhava em ter um namorado, e minha mãe transformou aquilo em algo muito diferente”, diz Angel.

Depois do casamento, ainda por pressão da mãe, teve seu primeiro filho aos 15 anos. “Era uma maneira de me manter dependente dela.”

Hoje, ela tem 26 anos e cinco filhos. Dois deles são de seu segundo casamento.

Angel diz que se sentia uma “escrava” da situação, do ex-marido e da ideia da mãe de que todos estivessem juntos e que ela tivesse filhos tão nova.

“Penso o tempo todo sobre o que eu poderia ter feito e o que eu poderia ter sido.”

Entre 2000 e 2015, mais de 200 mil menores se casaram nos Estados Unidos.

“Meu ex era extremamente abusivo comigo. Eu estava muito confusa, pois era o único homem com quem tinha estado. Então, quando ele começou a me empurrar enquanto eu estava grávida, pensava: ‘Essa é minha vida. Como pode ser?’”, lembra Angel, que é de Idaho, no noroeste do país.

O Idaho é um dos Estados com maior número de casamentos infantis: são mais de 20 a cada 10 mil habitantes.

Segundo Fraidy Reiss, da ONG Unchained at Last (por fim, soltas), que ajuda meninas e mulheres a saírem com segurança de casamentos arranjados ou forçados, a principal causa de uniões infantis são os pais das crianças e adolescentes.


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