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08/10/2018 14:41

Rebeldes sírios terminam retirada de armas pesadas de Idlib

Os grupos rebeldes sírios acabaram de retirar nesta segunda-feira (8) suas armas pesadas da província de Idlib (noroeste da Síria), perto da data limite fixada por Rússia e Turquia para estabelecer uma "zona desmilitarizada", anunciou a agência estatal turca Anadolu.

Porém, os insurgentes seguem mobilizados. Escondidos em túneis ou atrás de fortalezas, eles observam atentamente o movimento das forças inimigas do regime posicionadas a alguns quilômetros, enquanto o silêncio impera desde o anúncio do acordo, que foi anunciado em meados de setembro.

Uma coalizão de rebeldes sírios respaldados pela Turquia, a Frente Nacional de Libertação (FNL), anunciou no sábado (6) a retirada de suas armas pesadas, que deve ser concluída antes de quarta-feira (10), segundo os termos de um acordo russo-turco.

Mas a mobilização dos combatentes e a sua determinação em responder qualquer possível ataque do regime se mantêm intactas, assegurou uma chefe militar da FNL.

"A retirada de armas pesadas não terá nenhum impacto nas linhas de contato (...) Continuaremos os trabalhos de fortificação (...) e as instruções são de continuar aqui. Não retrocederemos", afirmou Abu Walid à AFP.

No domingo (7), o presidente sírio, Bashar Al-Assad, qualificou de "temporário" o acordo que prevê a "zona desmilitarizada" em Idlib e algumas regiões das províncias vizinhas de Latáquia, Hama e Aleppo. Ele também assegurou que o regime reconquistará esse território em mãos dos rebeldes, informou a agência estatal Sana.

 
Presidente sírio, Bashar al-Assad, participa de reunião do seu partido, em Damasco, no domingo (7)  — Foto: Sana / AFP

Presidente sírio, Bashar al-Assad, participa de reunião do seu partido, em Damasco, no domingo (7) — Foto: Sana / AFP

"O acordo é uma medida temporária graças à qual o regime marcou pontos no terreno", declarou o presidente Assad durante uma reunião do comitê central de seu partido, o Baas.

Na guerra que devasta a Síria, a Rússia é aliada do regime de Assad, e a Turquia apoia alguns grupos rebeldes que enfrentam as forças do governo.

Ambos os países anunciaram em 17 de setembro um acordo para criar uma zona desmilitarizada de entre 15 e 20 km de largura para separar os territórios rebeldes dos setores controlados pelo regime sírio.

Segundo o estipulado, a retirada das armas pesadas nessa zona deverá ser realizada antes da quarta-feira (10), e a saída dos jihadistas deverá estar concluída até 15 de outubro.

"Essa província e outros territórios que continuam controlados por terroristas voltarão ao Estado sírio", afirmou Assad, segundo a Sana. O presidente qualifica de terroristas os rebeldes e os jihadistas, sem distinção.

A guerra da Síria deixou mais de 360 mil mortos desde 2011, e o acordo sobre Idlib permitiu evitar uma ofensiva iminente do regime que fazia com que as ONGs e a ONU temessem uma "catástrofe humanitária".

 
Mapa mostra localização da Província de Idlib, no norte da Síria — Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1

Mapa mostra localização da Província de Idlib, no norte da Síria — Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1


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