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Mundo

07/01/2019 11:05 G1

Maduro defende sua legitimidade; chancelaria critica EUA

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, defendeu sua legitimidade neste domingo (6), depois que o líder do Parlamento, que é da oposição, declarou que ele seria um "usurpador" ao assumir um novo mandato quinta-feira (10).

"A Revolução Bolivariana chegou ao poder através de meios democráticos há 20 anos e foi ratificada com 23 vitórias eleitorais. A legitimidade nos foi dada pelo povo com o seu voto, aqueles que tentam dobrar a nossa vontade, não se enganem. A Venezuela será respeitada!", escreveu Maduro no Twitter.
Nicolás Maduro @NicolasMaduro
 
 

La Revolución Bolivariana llegó al poder por la vía democrática hace 20 años y se ha ratificado con 23 victorias electorales, la legitimidad nos la ha dado el pueblo con su voto. Aquellos que pretenden doblegar nuestra voluntad, no se equivoquen. ¡Venezuela Se Respeta!

 
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Com a declaração, o governante publicou a mensagem com uma foto dele na frente de uma multidão de apoiadores.

Mais tarde, no domingo, vestido com uniforme de beisebol, Maduro reapareceu jogando com seus ministros e o alto comando militar - considerado o principal apoio do governo -, em um estádio do Forte Tiuna, a maior instalação da corporação em Caracas.

 

"É uma Assembleia Nacional completamente inútil (...), que pretende mais uma vez fazer um show de destituição do presidente legítimo, usurpando a soberania popular", declarou Maduro.

 

'Usurpador'

 
O novo presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Juan Guaido, durante cerimônia de posse, em Caracas  — Foto: Manaure Quintero/Reuters

O novo presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Juan Guaido, durante cerimônia de posse, em Caracas — Foto: Manaure Quintero/Reuters

 

Depois de tomar posse neste sábado, o presidente do Legislativo, o deputado da oposição Juan Guaidó declarou Maduro um "usurpador" e prometeu criar condições para um "governo de transição" para convocar eleições.

Para isso, o deputado pediu o apoio das Forças Armadas, embora tenha considerado a cadeia de comando "rompida" por se aliar ao presidente.

 

"O tal Guaidó é um fantoche, um agente dos gringos", rebateu Maduro, no parque Hugo Chávez.

'Ações hostis'

Em um comunicado divulgado no domingo, o Ministério das Relações Exteriores acusou porta-vozes do governo de Donald Trump de desencadear "ações hostis" contra o presidente após o endosso de Washington ao Parlamento.

"A Venezuela mais uma vez denuncia à comunidade internacional a tentativa do governo dos Estados Unidos de consumar um golpe (...) promovendo o não reconhecimento de instituições legítimas e democráticas", afirma o documento.

"Não satisfeito com pretender outorgar validade seletiva às instituições do Poder Público venezuelano, (Washington) também recorre à tutela de governos subordinados da região e lhes dita ordens para aprofundar seu cerco e bloqueio", criticou a Chancelaria.

No sábado, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Palladino, manifestou seu "apoio à Assembleia Nacional", ao defini-la como "a única instituição legítima" na Venezuela.

Reação ao Grupo de Lima

Com o apoio dos Estados Unidos, o Grupo de Lima pediu a Maduro, na sexta-feira, que não tome posse e transfira o poder para o Parlamento até a realização de "eleições democráticas".

O governo de esquerda do México foi o único membro do bloco que se distanciou dessa declaração, assinada pelo Canadá e por outros 12 países latino-americanos.

Maduro foi reeleito em 20 de maio. As eleições foram boicotadas pelos principais partidos de oposição, que apontaram fraude no processo, e não foram reconhecidas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

O presidente rejeitou que o Grupo de Lima tenha incluído em sua declaração uma condenação a "qualquer provocação, ou mobilização militar" da Venezuela que "ameace a paz da região", após um incidente com a Guiana pela interceptação de navios da transnacional americana ExxonMobil em uma zona marítima, cuja soberania é reivindicada por ambos os países.

"Que não se metam comigo. Eu vou saber me defender (...), mas que a Assembleia Nacional tenha entregue o mar territorial venezuelano para a Guiana não tem nome (...) Ou, sim, tem: traição à pátria", afirmou.


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