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Nacional

11/09/2017 09:27 R7

PF faz operação de busca na casa de Joesley e de ex-procurador da PGR

Agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã desta segunda-feira (11) mandados de busca e apreensão na casa do empresário Joesley Batista, em São Paulo, e no apartamento do ex-procurador Marcelo Miller, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona Sul do Rio de Janeiro.

A operação simultânea da PF e do Ministério Público Federal começou às 6h. Os políciais também fazem buscas na casa do empresário Ricardo Saud e na sede do grupo J&F Investimentos, dono da JBS.

Ao todo, a operação Bocca cumpriu cinco mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão, todos expedidos pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Delatores da Lava Jato desde maio, Joesley e Saud estão presos desde a tarde de domingo (10) na superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, e devem ser transferidos para Brasília ainda nesta segunda.

O ex-procurador Marcelo Miller é suspeito de ter agido de forma ilegal nas negociações da delação premiada de executivos da J&F. A força-tarefa da Lava Jato quer saber se Miller orientou os empresários enquanto ainda trabalhava no Ministério Público Federal — órgão que inclui a PGR.

 

A prisão foi decretada por Fachin, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a divulgação de um áudio em que Joesley e Saud conversam sobre uma suposta atuação do ex-procurador nas negociações de delação premiada dos executivos. O ex-procurador nega as acusações. 

A conversa foi gravada em 17 de março, antes de Miller se desligar do MPF, no início de abril, para ser contratado em seguida pelo escritório de advocacia que cuidou do acordo de leniência da J&F.

Ao decretar a prisão dos executivos, Fachin entendeu que há “indícios suficientes” de que os delatores omitiram informações na delação. Segundo o ministro, a entrega de informações, uma contrapartida do acordo, foi feita de forma "parcial e seletiva". O ministro suspendeu todos os benefícios concedidos ao delatores que, assim, perdem momentaneamente a imunidade penal que tinham conquistado junto à PGR.

A prisão de Miller também foi pedida pela PGR, mas negada pelo ministro do STF, que entendeu não haver provas de que o ex-procurador tenha "sido cooptado por organização criminosa", “ainda que sejam consistentes os indícios de que pode ter praticado o delito de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações”.

Joesley e Saud cumprem prisão temporária, com prazo inicial de cinco dias, o que poderá posteriormente ser estendido por igual período, ou convertida em prisão preventiva, quando não há prazo para acabar.

 

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