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Nacional

21/09/2017 09:59 G1

Bope faz nova operação na Rocinha nesta quinta-feira

 

Pela quarto dia consecutivo, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar realiza, na manhã desta quinta-feira (21), mais uma operação na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Embora a corporação afirme que o clima é de tranquilidade na comunidade, pelo menos duas escolas decidiram suspender as atividades ao longo do dia.

Desde segunda-feira, o Batalhão de Operações Especiais e a Polícia Civil vasculham a Rocinha por informações que levem a Rogério 157, considerado chefe do tráfico na região e com captura estimada em R$ 30 mil pelo Disque-Denúncia.

As escolas que informaram a suspensão das atividades nesta quinta-feira são o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais e o Instituto Embelezze, que tem uma unidade na região.

O Instituto Embelezze informou que só deve retomar as atividades na próxima segunda-feira. “Devido à situação de insegurança no entorno da nossa unidade e devido a confrontos na comunidade da Rocinha, as aulas da Unidade de São Conrado estarão suspensas até sábado (inclusive). E retornamos as nossas atividades na segunda-feira, dia 25/09”, informou o instituto.

 
Disque Denúncia pede informações sobre atual chefe do tráfico na Rocinha (Foto: Disque Denúncia/Divulgação)

Disque Denúncia pede informações sobre atual chefe do tráfico na Rocinha (Foto: Disque Denúncia/Divulgação)

 

Clima de guerra

Os moradores da Rocinha acordaram no domingo (17) com uma guerra deflagrada na comunidade. Dezenas de criminosos invadiram o morro numa tentativa de retomar o poder e o controle de pontos de vendas de drogas. 

 

Vídeos postados em redes sociais por moradores da Rocinha, na Zona Sul do Rio, mostram a destruição nas ruas da comunidade. Neles é possível ver uma enorme quantidade de cartuchos de balas espalhadas pelo chão, alguns pontos incendiados e paredes cheias de buracos de tiros.

A polícia diz que a ordem para invadir a favela da Rocinha, que vive dias de guerra entre traficantes, partiu de bem longe do Rio. Mais precisamente a 3,4 mil quilômetros, da capital de Rondônia, Porto Velho. Quem ordenou foi o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Preso em presídio federal de segurança máxima, ele mesmo assim desafia as autoridades.

 

 

Pezão vetou intervenção policial para conter invasão

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, admitiu nesta quarta-feira (20), em entrevista exclusiva ao RJTV, que soube, na madrugada de domingo que criminosos iriam invadir a comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ele declarou que impediu intervenção policial para evitar a morte de inocentes e para garantir a segurança do público que voltava da Cidade do Rock.

“Nós sabíamos. Eu mesmo fui consultado de madrugada pelo secretário Roberto Sá e pelo comandante Wolney e pedi para a gente ter muita cautela, porque eu conheço a Rocinha desde a ponta lá no alto até embaixo. O dia que tem mais gente na rua é no domingo. Se a gente reage ali àquela entrada daqueles marginais com fuzil seria uma guerra em que morreriam muitos inocentes”, disse o governador.

Pezão ressaltou, também, que a decisão de não tentar impedir a invasão na Rocinha foi tomada considerando a movimentação do público da Cidade do Rock – a favela fica em um dos principais acessos entre a Zona Sul e a Zona Oeste da cidade, onde fica o palco do Rock in Rio.

"Tem que ver o momento de entrar. Será que numa volta do Rock in Rio era hora de entrar e ir para o confronto ali?", indagou o governador.

 

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