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Nacional

18/10/2017 14:41 G1

CCJ da Câmara encerra discussão sobre nova denúncia contra Temer

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara concluiu na tarde desta quarta-feira (18) a discussão sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Nesta fase, os deputados discutiram o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia.

Agora, com o fim da discussão, Bonifácio terá até 20 minutos para se manifestar sobre o parecer e, em seguida, poderão falar os advogados de Temer, de Padilha e de Moreira Franco.

Concluída esta etapa, os deputados da CCJ passarão a votar o relatório.

A primeira sessão de debates sobre o relatório, na terça-feira (17), durou mais de 12 horas. Na reunião desta quarta, a discussão foi encerrada após mais de 4 horas.

Após essa etapa, serão chamados dois deputados que irão encaminhar voto a favor do relatório e outros dois, contra. Para orientação de bancada, cada partido terá até um minuto de fala. Só então será aberta a votação.

Para que o parecer de Andrada seja aprovado, é exigida maioria simples dos votos, desde que estejam presentes à sessão, no mínimo, 34 deputados.

A segunda sessão de debates sobre a denúncia foi dominada por falas de deputados favoráveis à continuidade da das acusações. Os membros da base aliada optaram por esvaziar a reunião para que a tramitação seja acelerada.

Em discurso à comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chamou Temer e os ministros de “quadrilha de criminosos” e defendeu a continuidade do processo. Ele pediu que a população pressione os parlamentares.

“Conclamo a população que faça pressão em cima dos parlamentares, que seja aprovada a autorização para essa investigação”, disse.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que o governo é “fraco” e só resta ao Palácio do Planalto “sucumbir ao ‘toma lá, dá cá’”.

“Quem quer se aproveitar, consegue ganhar tudo que se quer ganhar do governo. A última foi a flexibilização do trabalho escravo”, disse. “Não tenho dúvidas de que não há outro caminho razoável que não seja da autorização do processo contra o presidente e os ministros”, completou.

O deputado Paes Landim (PTB-PI) defendeu a suspensão da denúncia. Para ele “não é conveniente” autorizar o andamento do processo contra Temer.

“É um juízo político”, disse. “Do ponto de vista político, não é conveniente neste momento. Ninguém está aqui julgando ou condenando o presidente Temer”, afirmou.

 
 
 
 

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