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Nacional

10/05/2018 15:40 G1

Doações para desabrigados do prédio que caiu no Centro de SP são reaproveitadas por pedestres

As doações enviadas para desabrigados do edifício Wilton Paes de Almeida, que pegou fogo e desabou em 1º de maio, tornam-se lixo ou são reaproveitadas por pedestres que passam pelo Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo.

Um dos motivos é que o material é descartado por não ter passado por triagem. Sapatos, por exemplos, estão sem par, e algumas roupas, sem condições de uso. “Não deu para aproveitar muito, só uma camisa social”, disse um porteiro, que preferiu não se identificar.

Inicialmente, houve brigas e desentendimentos entre desabrigados e moradores de rua que já viviam no Paissandu. Para tentar controlar a confusão, os desabrigados chegaram a usar grades de ferro para cercar o grupo e colocaram fitas roxas nos pulsos para se diferenciarem.

 
 

A Prefeitura de São Paulo, a Cruz Vermelha e a igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que fica no largo, informaram que há doações “mais do que suficientes” para atender aos moradores do prédio.

Na tarde desta quinta-feira (10), uma mulher sentou em meio às roupas na tentativa de escolher alguma peça. Já outras pessoas estavam colocando as doações em sacos plásticos para que sejam retiradas de lá pela coleta de lixo.

 
Mulher procura alguma peça de roupa em meio a pilha de doações no Largo do Paissandu (Foto: Glauco Araújo/G1)

Mulher procura alguma peça de roupa em meio a pilha de doações no Largo do Paissandu (Foto: Glauco Araújo/G1)

O trabalho de buscas por desaparecidos nos escombros do prédio deve durar mais uma semana, de acordo com previsão do Corpo de Bombeiros. Nesta quinta (10), os bombeiros disseram considerar "muito difícil ter sobreviventes".

Oficialmente, seis pessoas estão desaparecidas.

  • Francisco Dantas, de 56 anos;
  • Selma Almeida da Silva, 40;
  • Werner, 10, filho de Selma;
  • Wendel, 10, filho de Selma;
  • Eva Barbosa Lima, 42;
  • Walmir Sousa Santos, 47.

Na quarta (9), restos mortais de três pessoas diferentes foram achados na pilha de entulho do prédio que desabou. São fragmentos de um adulto e de duas crianças, segundo identificou o Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), pasta responsável pelo IML, não foi possível identificar o sexo e a estatura das vítimas. Foram encontrados ossos da pélvis e vértebras.

Os remanescentes humanos foram achados com auxílio da cadela farejadora Vasti. Os ossos estavam num terceiro local diferente de onde estavam os de restos Ricardo Pinheiro, a primeira vítima identificada, e os restos mortais encontrados na terça-feira (8).

 
Arte mostra o prédio incendiado e as outras construções interditadas por falta de segurança no Centro de SP  (Foto: Foto: Alexandre Mauro, Wagner M. Paula, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1))

Arte mostra o prédio incendiado e as outras construções interditadas por falta de segurança no Centro de SP (Foto: Foto: 

 

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