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Nacional

15/05/2018 15:56 G1

Homem morto por PM em frente a escola de Suzano foi apontado como chefe de quadrilha que queimou aposentado em 2017, diz polícia

Elivelton Neves Moreira, de 20 anos, que foi morto por uma policial de folga após sacar uma arma em frente a uma escola particular em Suzano (SP), foi apontado como chefe da quadrilha que roubou, matou e queimou o aposentado Renato Brígido, de 58 anos, segundo a polícia.

Em 2017, o aposentado ficou desaparecido por quase 20 dias até o corpo ser encontrado em Poá. O corpo do idoso foi encontrado queimado, após o carro dele ter sido roubado.

O suspeito deste crime foi morto no sábado (12) depois de, armado, abordar mães na frente da escola, no bairro Cidade Cruzeiro do Sul.

 
Homem que sacou arma em frente a escola foi baleado por mãe que é PM e estava de folga, em Suzano (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Homem que sacou arma em frente a escola foi baleado por mãe que é PM e estava de folga, em Suzano (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Segundo a PM, a policial Kátia da Silva Sastre viu a movimentação e ouviu uma mãe dizendo que era assalto.

Neste momento, ela foi se aproximando, sacou a arma e disparou três vezes contra o suspeito, que morreu no hospital. Uma câmera de monitoramento da escola gravou a ação

Participação em latrocínio

O delegado Edson Gianuzzi, do Distrito Central de Suzano, disse nesta segunda-feira (14), que Elivelton Neves Moreira foi identificado como o líder da quadrilha que assaltou e matou o aposentado Renato Brígido, de 58 anos, em 2017.

O delegado informou que o rapaz foi um dos sete indiciados no crime. Segundo Gianuzzi, eles foram indiciados por latrocínio (que é o roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e formação de quadrilha. “Esse rapaz foi apontado como chefe da quadrilha, durante o inquérito, por outros envolvidos”, contou o delegado.

A Polícia Civil pediu a a prisão temporária de Moreira assim como dos outros envolvidos, mas na ocasião ele não foi encontrado. Gianuzzi acrescentou que depois foi pedida a prisão preventiva, mas a Justiça não a concedeu.

Além de ter sido indiciado por latrocínio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha neste caso, Elivelton era suspeito de outros crimes.

Segundo a polícia, em 2014, aos 17 anos, ele respondeu por ato infracional de embriaguez ao volante. Meses depois, ele foi apreendido e levado para a Fundação Casa por roubo.

Já maior, em 2015, ele foi investigado após ter sido flagrado com um simulacro de arma. Em dezembro de 2015, ainda segundo a polícia, foi preso em flagrante por receptação de veículo. Elivelton foi solto em maio de 2016.

A última passagem pela polícia foi em agosto de 2017, quando ele é citado em um termo circunstanciado por falta de CNH e adulteração de sinal identificador de veículo.

Sumiço e morte de aposentado

Brígido saiu de casa, em Suzano, no dia 30 de agosto, por volta das 23h, rumo à casa do filho, que estava viajando. O aposentado passaria a noite no local, que fica na mesma cidade, a menos de 2 quilômetros de distância, mas não chegou ao destino.

O corpo foi encontrado carbonizado no dia 18 de setembro. O delegado Fabrizio Intelizano, na época, classificou que o fato de carbonizar o corpo da forma como foi feita demonstra que os suspeitos não tiveram piedade da vítima.

Ele afirmou ainda que a polícia ouviu relatos de testemunhas que, na ocasião, dos fatos ouviram a vítima gritar por socorro e acabaram que não conseguiram verificar o que tinha acontecido de fato.

Um dia depois do desaparecimento, câmeras de um condomínio no bairro Monte Cristo, também em Suzano, gravaram a entrada do carro do aposentado. O veículo era conduzido por dois homens.

O corpo foi encontrado apenas no dia 18 de setembro em Poá. Imagens de câmeras de segurança de uma empresa localizada perto da área, mostram mulheres conversando com a vítima. Na época, a polícia já havia identificado e prendido dois suspeitos, sendo uma mulher. Um terceiro já estava preso em Caraguatatuba e passou a responder também pelo latrocínio.

Apenas o carro foi roubado. Nada de valor foi levado do veículo e nenhum contato ou movimentação bancária foram feitos depois que a vítima sumiu.


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