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Opinião

21/11/2016 11:38

Roubos e furtos no campo oneram produtores em Mato Grosso; setor pede socorro

O setor produtivo em Mato Grosso tem travado uma batalha para manter a segurança no campo diante roubos e furtos de defensivos agrícolas e gado por quadrilhas especializadas, que vem onerando a atividade agropecuária ainda mais diante um custo de produção que “decolou” nos últimos anos. Em alguns casos os prejuízos aos produtores podem ultrapassar os R$ 200 mil por situação. Números são levantados.


Na última semana as Associações dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa) reuniram-se com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP). Na ocasião foi ressaltada pelo setor produtivo a necessidade de coibir roubos e furtos de defensivos agrícolas e gado no interior.


Esta não foi a primeira vez que entidades do setor agropecuária mato-grossense reuniram-se com o Governo do Estado para tratar sobre o assunto.  Segundo o segmento produtivo, a situação vem se alarmando a cada dia e promovendo a insegurança no campo.


Durante a reunião, que contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, do diretor geral da Polícia Civil, Rogério Modell, e do comandante geral da PM Coronel Gley Alves, o presidente da Aprosoja-MT Endrigo Dalcin ressaltou que os defensivos são parte importante do custo de produção. "A cada safra, o produtor investe muito dinheiro. E todo ano há roubos e furtos em propriedades rurais realizadas por quadrilhas especializadas. Precisamos discutir alternativas para coibir os crimes".


A safra 2016/2017 de soja deverá fechar em R$ 3.188,64 em média o custo total de produção para semear um hectare, deste volume, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), R$ 1.854,14 referem-se aos insumos (sementes (R$ 244,97), fertilizantes (R$ 726,40) e defensivos (R$ 882,78)). Já dos R$ 2.564 previstos de custo médio de produção para o milho por hectare R$ 1.310,62 são referentes à insumos. No algodão as despesas com insumos somam R$ 5.720 de um total a ser desembolsado de R$ 8.940 por hectare.


"Precisamos, sim, de policiamento ostensivo. Mas, além disso, é preciso inteligência para encontrar as quadrilhas e encerrar os crimes", afirmou o vice-coordenador da comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja e presidente eleito da Ampa, Alexandre Schenkel.


Segundo o superintendente da Acrimat, Francisco Manzi, os roubos e furtos nas propriedades rurais é uma coisa que vem se alarmando e deixando os produtores preocupados. Ele pontua as propriedades são “vulneráveis”, uma vez que estão longe de postos da polícia. “No caso do gado não é mais aquele caso esporádico de açougueiro que roubava para vender. Hoje é coisa de quadrilha. Dependendo da situação na pecuária pode superar os R$ 200 mil o prejuízo”.


Manzi pontua ainda que no caso da pecuária, além da lesão ao patrimônio, há a questão sanitária. “Esses animais acabam sendo abatidos em frigoríficos clandestinos, sem a higiene necessária e pode colocar em risco a saúde humana. São vários os prejuízos, até mesmo para o Estado”.


Uma nova reunião entre o setor produtivo e o Governo de Mato Grosso está marcada para o dia 08 de dezembro em Cuiabá. Durante a reunião na semana passada o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, reforçou a importância de algumas medidas, como é o caso da integração da comunicação entre as autoridades de segurança pública e os produtores e a identificação dos produtos e rebanhos, para melhor forma de rastreabilidade.


As entidades produtivas mato-grossenses, revela o superintendente da Acrimat, irão se unir para incentivar aos produtores a fazer Boletim de Ocorrências em casos de roubos e furtos, bem como a sua comunicação para as associações visando um controle da situação para medidas cabíveis. Outro ponto da ação é o incentivo ao investimento de tecnologia de comunicação nas propriedades para uma comunicação mais rápida entre produtor e polícia.


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