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Opinião

02/01/2017 13:05

Compartilhe a tolerância

É início de um novo ciclo, e é sempre a mesma coisa. Passamos a refletir sobre o que deu certo, o que falhou e começamos novamente planejar o que está por vir.

Quase de maneira automática, lembramos dos que morreram, da esperança por um país mais justo, menos violento, economicamente estável e com uma política mais honesta.

Pensamentos, quase todos, que projetam no próximo as responsabilidades sobre um futuro melhor. A violência é reflexo de décadas de retração na educação e políticas sociais.

A pobreza, reflexo de uma política sem planejamento, em alguns casos, na descrença em alcançar uma vida melhor. E por aí vamos, divagando em busca de culpados e reproduzindo informações.

Nos julgamos experts sobre todos os assuntos polêmicos e corremos atrás da audiência, mesmo que efêmera e ignorante, dos milhões de outros conhecedores de coisa nenhuma.

Há um tempo atuando na área de Comunicação, passei por uma época em que se falava em reinvenção da Comunicação, da modernização e da criação de novos meios de comunicar com públicos diferentes em diversas plataformas. Isso já é legítimo, até demais.

A multiplicação dos canais e a possibilidade de acesso por todos foram vistos, por um tempo, como libertação. Mas se transformou em arma. Deram as ferramentas e não ensinaram como utilizar.

A Comunicação precisa ser estudada e compreendida. Utilizam os meios de comunicação como veículos de comunicação, mas não creditam a estes usuários as responsabilidades necessárias, e eles mesmos estão se tornando as vítimas.

A consequência desse excesso de acessos é o maior de nossos problemas, a intolerância. Todos falam e todos querem ser ouvidos, doa a quem doer. Assumindo ou não a identidade, divulgam posições políticas, expressam opiniões preconceituosas, expõem pessoas queridas ou desafetos.

Não importa, o negócio é postar, publicar, ganhar views, curtidas, compartilhamentos, etc, etc e etc. E assim é feito, comenta-se, intima-se e publica-se, quase que como uma sentença judicial.

Por isso, neste último dia de 2016, convido a todos a refletir, mas dessa vez sobre a tolerância e a comunicação. Sobre o reconhecido do outro enquanto diferente do eu e, ainda sim, aceitar e respeitar.

Sobre o impacto que uma opinião, um vídeo ou uma frase postada ou compartilhada pode ter. E se não for pedir muito, proponho até amar. Feliz ciclo novo a todos!

Ziad Fares é publicitário e diretor do Grupo ZF.


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