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Polícia

11/04/2018 14:19 G1

PM diz que matou empresário em baile funk após vítima apontar arma contra ele em MT

A policial militar Welliton Pinheiro da Silva, de 35 anos, suspeito da morte do empresário Rafael Henrique Santi, de 31 anos, se apresentou nesta quarta-feira (11) e foi interrogado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.

O PM disse que o empresário apontou uma arma contra ele e por isso fez os disparos. Depois de ser ouvido, foi liberado da delegacia. Santi era casado e deixou quatro filhos. A mulher dele denunciou o envolvimento do policial em postagens nas redes sociais.

O empresário foi morto a tiros no domingo (8) durante um baile funk em uma chácara em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

De acordo com a DHPP, Welliton afirmou que estava de folga, resolveu passear com sua motocicleta e, ao passar pelo local onde acontecia um evento de som automotivo, decidiu entrar.

 
Imagens divulgadas na internet mostram pessoas tentando reanimar Rafael Santi (Foto: TV Centro América)

Imagens divulgadas na internet mostram pessoas tentando reanimar Rafael Santi (Foto: TV Centro América)

Em depoimento, ele afirmou ter pago R$ 20 pela entrada e permanecido no local por algum tempo. Disse que quando andava em direção ao estacionamento para ir embora, encontrou um amigo com quem ficou conversando, quando ouviu disparos no local.

O soldado afirmou à DHPP que instintivamente, seguindo o treinamento policial – e sem saber se os disparos eram na direção dele ou de outra pessoa, – se abaixou, já sacando a arma e se virando para onde partiam os disparos.

Welliton declarou ter gritado: ‘Polícia, larga a arma’, mas afirmou que Rafael teria apontado a arma na direção dele, o que o levou a efetuar dois disparos em direção ao empresário.

Ainda em interrogatório, o soldado declarou que tentou chamar socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas teria ouvido ameaças de outras pessoas, pelo fato de ser policial, e decidiu sair do local.

Welliton afirmou ter se apresentado no dia seguinte aos oficiais da Polícia Militar. A investigação pela DHPP continua e é conduzida pelo delegado Marcelo Fernandes Jardim.

O policial entregou duas armas: um revólver calibre 38, que teria sido usado por Rafael, e uma pistola 840, de uso do militar. O armamento será encaminhado para trabalho pericial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Além do interrogatório do autor dos disparos, quatro testemunhas identificadas serão formalmente ouvidas na delegacia, segundo o delegado.

Jardim disse que uma eventual legitima defesa ou excesso por parte do policial serão apurados na investigação.


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