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Política

09/10/2017 09:50 Midia News

Silval delatou 74 empresas que receberam R$ 6 bilhões do Estado

Um levantamento realizado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) apontou que as 74 empresas citadas na delação do ex-governador Silval Barbosa (PSDB) receberam cerca de R$ 6 bilhões do Executivo, ao longo dos quase cinco anos de mandado do peemedebista.

Tais empresas (incluindo aí construtoras, prestadoras de serviços empresas área de Tecnologia da Informação, terceirizadas e outras) estão envolvidas em casos de corrupção em Mato Grosso, e pesam contra elas acusações como a de participação de fraudes em licitações.

Segundo o controlador-geral do Estado, Ciro Rodolpho, ainda não é possível dimensionar quanto dos R$ 6 bilhões teria sido revertido em propina, já que cada um dos casos delatados ainda é averiguado em auditorias realizadas pelo Governo.

Há casos, por exemplo, em que a propina girava em torno de 3%; outros, em que o desvio pode ter chegado a 50% do valor contratual.

“Não me aventuro em cravar um valor desviado, já que há diferentes casos citados pelo ex-governador. Por exemplo, o Silval falou que do VLT ele pediu 3% de propina das empresas. Da Gendoc [empresa que o Estado mantinha contrato de digitalização], fala-se que ‘morderam’ 50% em propina. Só essa empresa recebeu R$ 70 milhões do Estado”, disse Rodolpho, em entrevista ao Jornal

“É uma conta difícil de cravar. A gente fala de um possível desvio de R$ 1 bilhão. Quer dizer, quase 20% do que se remunerava no conjunto da obra. Mas, isso é só uma memória de cálculo de forma rude pra exemplificar”, afirmou o controlador.

Ainda de acordo com o secretário, o montante de R$ 6 bilhões leva em consideração apenas aquelas empresas que mantem ou mantinham contratos com o Governo do Estado.

Há na delação, também, empresas beneficiadas por incentivos fiscais no Governo Silval ou ainda aquelas que não tinham qualquer vinculo com o Executivo, mas que, de alguma forma, contribuíram para lavar dinheiro do Estado.

Desta forma, o número de empresas listadas na delação - não somente de Silval, como de membros da família do ex-governador, além de outros ex-secretários do Estado – passa de 100.

O objetivo do Governo, de acordo com o controlador, é recuperar todos os valores que foram desviados dos cofres de Mato Grosso.

A busca desses recursos leva em consideração não apenas fatos revelados por delatores, como também dados já auditados pela CGE.

“Dessas empresas citadas, 80% dos casos nós já tínhamos conhecimento, já que realizamos as auditorias. Então, a delação do ex-governador conecta. Agora vou para o processo (para punição). Já pedimos, inclusive, o compartilhamento da delação ao ministro Luiz Fux. Temos providências administrativas a serem tomadas”, disse Rodolpho.

“Quando falo que vamos atrás dessas empresas para recuperar o que foi desviado, tudo isso é respeitando o devido processo legal. Porque a gente também não pode tomar como verdade absoluta a delação e condenar a empresa”, concluiu o secretário.


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