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Política

09/10/2017 15:20 G1

Ex-secretário diz a MP que detalhou esquema de grampos a governador de MT em 2015

O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Fábio Galindo, disse, em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), que, em outubro de 2015, ele e o então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, explanaram ao governador Pedro Taques (PSDB) detalhes das interceptações clandestinas feitas por policiais militares no governo do estado.

À época, Galindo era secretário adjunto da pasta. O escândalo dos grampos só veio à tona em maio deste ano, em reportagem exibida no Fantástico. O governo ainda não se manifestou sobre as declarações do ex-secretário.

Inclusive, segundo Galindo, houve reunião na casa de Pedro Taques entre ele, Mauro Zaque e o governador, quando foi mostrada ao governador uma apresentação em power point a respeito do esquema de grampos. Essa apresentação foi feita antes de ter sido protocolado o segundo ofício na Casa Civil denunciando o crime. O ofício, contendo provas das interceptações clandestinas, foi protocolado em 14 de outubro de 2015.

Galindo disse que Zaque recebeu uma denúncia anônima sobre o esquema. Toda a documentação sobre o caso, de acordo com o ex-secretário, que, assim como Mauro Zaque, é promotor de Justiça, foi encaminhada ao governador Pedro Taques.

"Que foi comunicado pessoalmente o governador Pedro Taques, inclusive com a apresentacão de programa power point na residência do mesmo (...) A apresentação foi impressa e consta dos autos do Procedimento Investigatório Criminal, que inclusive a redação dos ofícios assinados conjuntamente coube ao declarante, enquanto secretário executivo de Segurança Pública", diz trecho do depoimento de Fábio Galindo, citado na conclusão do inquérito que apurou denúncia feita por Taques contra Mauro Zaque.

O MPE arquivou na sexta-feira (6) a investigação contra Mauro Zaque por falta de provas de que ele teria suposta participação na fraude do protocolo geral referente à denúncia de interceptações ilegais no governo, como Taques havia denunciado.

De acordo com Fábio Galindo, esse segundo ofício era muito mais robusto que o primeiro e trazia informações importantes para a investigação, como os dados de pessoas interceptadas ilegalmente, entre elas deputados, jornalistas e até mesmo uma suposta namorada do então secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que é primo do governador e está preso desde o dia 27 por suspeita de tentar prejudicar as investigações sobre os grampos. 


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