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Política

10/10/2017 09:59 G1

Presos, coronel da PM e a mulher dele devem depor novamente nesta terça após ficarem em silêncio na 1ª audiência

 

O coronel da Polícia Militar Evandro Alexandre Lesco e a mulher dele, a personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, devem prestar um segundo depoimento nesta terça-feira (10) sobre as escutas clandestinas, no governo do estado. Eles são suspeitos de elaborar um plano para tentar tentar afastar o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), das investigação que apura o esquema dos grampos.

Eles já tinham sido conduzidos na semana passada para prestar depoimento, mas a defesa deles pediu que eles fossem reinterrogados e o pedido foi atendido.

Eles devem ser ouvidos pelos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta, da Polícia Civil, no Complexo Miranda Reis de Juizados Especiais, em Cuiabá. O reinterrogatório está marcado para as 14h (15h no horário de Brasília) desta terça-feira.

Na semana passada, Lesco, que é ex-chefe da Casa Militar, e Helen ficaram em silêncio durante o interrogatório.

Ele está preso no 3º Batalhão da Polícia Militar e Helen, na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, ambos em Cuiabá. Eles foram presos no último dia 27, durante a Operação Esdras, da Polícia Civil.

A operação foi deflagrada após depoimento prestado pelo tenente-coronel José Henrique Costa Soares, que atua como escrivão no inquérito policial militar que apura o esquema dos grampos.

Ele revelou novos participantes do suposto grupo criminoso – que seriam o delegado Rogers Elizandro Jarbas, o major Michel Ferronato, o sargento Soler e Helen, mulher de Lesco – e uma suposta trama montada pelos presos para atrapalhar as investigações e afastar Orlando Perri da condução do inquérito no Tribunal de Justiça.

 

"Plano infernal"

Soares disse em depoimento, prestado no dia 16 de setembro aos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Henrique Stringuetta, que, logo após assumir a função no inquérito, foi procurado pelo advogado de Lesco. O advogado teria dito ao tenente-coronel que a mulher de Lesco gostaria de falar com ele. Lesco e Soares, apesar de não serem amigos, são da mesma turma de formação policial.

Desconfiado de que o assunto seria a atuação dele na investigação, Soares combinou o encontro com Helen em um posto de combustível, em Cuiabá. Nesse encontro, ainda segundo o depoimento de Soares, Helen teria feito chantagens e provocações para expor o tenente-coronel na corporação da PM. Paulo Taques já atuou como advogado de Soares.

A conversa ocorreu no período em que Lesco foi preso, em junho deste ano. Helen pediu para que Soares avisasse sobre todos os procedimentos que acontecessem no inquérito policial, além de mandar que ele monitorasse todos os passos do desembargador Orlando Perri, que classificou a tentativa de "plano infernal".

“[Lesco], quando ainda recolhido no cárcere da Polícia Militar, usou sua esposa, Helen Christy Carvalho Dias Lesco, para desencadeamento do plano infernal. E teve ela papel relevantíssimo na construção da perversa armadilha. Foi obreira do mal urdido”, pontuou Perri, na decisão que mandou prender oito pessoas por suspeita de participação nos grampos.

Para o desembargador, se continuasse em liberdade, Helen continuaria agindo em prol do grupo para prejudicar as investigações policiais. Soares também revelou que sofreu ameaças em relação ao filho dele.


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