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Política

10/10/2017 16:54 Hiper Notícias

Justino faz reunião de emergência para evitar confronto entre vereadores

O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), teve que fazer uma reunião de emergência na sala da Presidência para acalmar os ânimos de alguns parlamentares na sessão ordinária desta terça-feira (10). Ele foi obrigado a suspender a sessão por aproximadamente 45 minutos para conversar com os parlamentares daquela Casa, que vive uma crise interna por falta de recursos.

O vereador Felipe Wellaton (PV) foi o único que permaneceu no plenário. Informações de bastidores dão conta que dois parlamentares, Wellaton e Renivaldo Nascimento (PSDB), não estariam se dando muito bem na Câmara. Os dois teriam tido uma discussão acalorada momentos antes da sessão ser iniciada nesta terça.

A reunião, segundo alguns parlamentares, era para evitar a “troca de farpas” entre os parlamentares durante a sessão, ao vivo na televisão, com pessoas nas galerias e a imprensa presente no local.

Segundo alguns vereadores, Wellaton é “persona non grata” nos corredores da Câmara, pois ele é tido como um dos responsáveis pela demissão de 460 funcionários comissionados, públicada no Diário Oficial de Contas que circulou nesta terça. Em nota à imprensa, o presidente Justino Malheiros disse que a demissão foi necessária para adequar a Câmara à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para que a dispensa em massa fosse evitada, o orçamento da Câmara de Cuiabá precisaria ter dido suplementado em R$ 6,7 milhões, o que não ocorreu. O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) tentou realizar o repasse dois dias após a tentativa de criar a “CPI do Paletó”, que teria como objetivo investigar o vídeo em que Pinheiro aparece recebendo propina.

A tentativa de suplementação foi alvo de uma ação na Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, impetrada por Wellaton, que pedia a suspensão do repasse e o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro do cargo. O juiz Luis Aparecido Bertolucci Junior, titular da Vara, acatou parcialmente o pedido de Wellaton e suspendeu o repasse.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) também suspendeu o repasse e o Ministério Público de Mato Grosso investiga se a suplementação teria relação com a tentativa de os parlamentares criarem uma CPI para investigar Emanuel. 


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