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Política

06/12/2017 09:23 G1

Trabalhadores fazem ato contra a reforma da Previdência em praça de Cuiabá

Trabalhadores e líderes sindicais fizeram um ato público na tarde desta terça-feira (5), na Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, contra a reforma da Previdência. A mobilização foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-MT) e teve início às 16h [17h no horário de Brasília], em frente à Prefeitura de Cuiabá. Os organizadores e a Polícia Militar não deram estimativa de público.

Com faixas, cartazes e um trio elétrico, eles criticaram as mudanças de regras para a concessão de aposentadorias, que constam na proposta encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo federal. Entre as principais medidas criticadas pelos manifestantes está o tempo maior de contribuição que será necessário para conseguir 100% do salário benefício, que subirá para 40 anos.

 

De acordo com o representante do Fórum Sindical e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), Oscarlino Alves, os líderes dos trabalhadores tentam, com o ato, fazer um trabalho de conscientização.

"Estamos conversando com a população e mostrando quais são os prejuízos de ter que trabalhar mais. A expectativa de vida do brasileiro aumentou e parece que isso se transformou em crime. as mulheres vão ter que trabalhar mais sete anos e os homens, mais cinco. E se não chegar a 40 anos [de contribuição], não vamos aposentar pelo teto que estamos contribuindo. É um prejuízo imensurável", afirmou.

 

A expectativa do governo federal é de que a reforma da Previdência seja votada no plenário da Câmara dos Deputados ainda em 2017. Segundo o presidente da CUT-MT, João Dourado, apenas indo às ruas os trabalhadores poderão conseguir manter os direitos pelos quais lutaram, décadas atrás.

"Para derrubar a reforma [da Previdência] e garantir nossos direitos, só com muita mobilização nas ruas", disse.

 

O presidente Michel Temer (PMDB) tenta, agora, conseguir o apoio dos parlamentares para aprovar a proposta. Por se tratar de emenda à Constituição, o texto exige ao menos 308 votos (de um total de 513 deputados).


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