? ºC Tangará da Serra - MT

Política

12/04/2018 14:09 RDNews

Recém-filiada, Selma avisa que não vai usar dinheiro do bolso para campanha

Aposentada a poucos dias, a juíza Selma Arruda (PSL) demonstra já ter em mente as ações que colocará em prática, caso confirme sua candidatura ao Senado. Uma delas é a de não utilizar dinheiro do próprio bolso para financiar sua campanha.

Durante ato de filiação de líderes sindicais ao Pros e PMN, na última sexta (6), a magistrada aposentada ressalta que mesmo ainda recebendo um bom salário – R$ 28,9 mil -, ela considera arriscado usar recursos próprios para tentar vencer a eleição.

“Temos que traçar estratégias, pois se não, seremos engolidos pelos tubarões. Não vou dar um centavo na minha campanha. Não façam isso. Não façam empréstimo, nem coloquem as coisas de vocês em jogo, por causa de campanha. Uma dica de quem é mais velha”, diz Selma, aos sindicalistas que pretendem entrar na disputa eleitoral.

Selma ainda orienta que os pré-candidatos não entrem na vida política por vaidade. Defende que as pessoas disputem um cargo eletivo quando tiverem a certeza de que podem contribuir com a elaboração de políticas públicas.

Ainda no encontro, a pré-candidata diz que sempre sonhou com o dia em que pudesse participar de eventos políticos como aquele. Afirma, no entanto, que, como juíza, estava em uma espécie de altar, intocável, sem poder opinar sobre questões que afetam diretamente a vida dos cidadãos.

“Estava com um bom salário. Perdi muito me aposentando. Tinha uma posição boa. Poderia ser uma desembargadora amanhã ou depois. Mas decidi que deveria parar de reclamar atrás da mesa”, pontua.

As eleições de outubro serão as primeiras em âmbito nacional sem financiamento empresarial das campanhas. Além de doações pessoais, os candidatos podem receber recursos de seus partidos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

O Fundo foi criado com a minirreforma eleitoral aprovada no ano passado. Ele é subsidiado com verbas públicas provenientes de emendas parlamentares e de renúncias fiscais economizada com fim da propaganda partidária nas emissoras de rádio e de TV.

O autofinanciamento eleitoral é um ponto que ainda deve ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá decidir, primeiramente, se a vedação ao autofinanciamento integral de campanha valerá já para as eleições de 2018 e depois qual será a limitação, que deverá ficar igual à regra geral para pessoa física: 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior à eleição.


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo