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Política

12/04/2018 15:21 OLHAR DIRETO

Sargento da PM processa vereador de Cuiabá por calúnia e difamação

O terceiro sargento da Polícia Militar, Weliton Divino de Almeida entrou com uma queixa-crime contra o vereador de Cuiabá, Macrean Santos (PRTB) por calúnia e difamação no Juizado Especial Criminal Unificado. O PM processou o parlamentar por o acusar, inclusive na imprensa de ter agredido o seu filho, um universitário de 23 anos durante uma abordagem policial no mês de fevereiro.

Conforme o advogado do militar, Carlos Odorico Dorileo Rosa Júnior, o seu cliente exige uma condenação criminal do vereador, por ele ter mentido a seu respeito, fato que trouxe prejuízo a sua vida e no seu trabalho.
“A princípio ele quer uma condenação criminal do juizado, uma vez que tudo que o vereador disse são inverdades. Não foi de acordo com o boletim e com o atendimento. O filho dele estava errado e ele quis usar um pouco do conhecimento político e a questão de ser vereador para interferir no trabalho do policial”, explicou o jurista.


Uma audiência de conciliação já havia sido marcada na semana passada, porém o vereador que chegou a ser intimado, não compareceu, além de não apresentar nenhuma justificativa. Na ocasião, o sargento da PM manifestou o desejo de dar continuidade no processo e uma nova audiência foi marcada para o dia 25 de maio.
A confusão envolvendo o vereador e uma equipe do 3° Batalhão da Polícia Militar aconteceu na noite do dia 16 de fevereiro, quando seu filho, o universitário, Macswell dos Santos Silva foi abordado por policiais militares conduzindo um veículo HB20 no bairro Campo Verde.


Segundo o boletim de ocorrência, o estudante estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida e foi conduzido a 2ª Delegacia de Polícia do Carumbé, onde passou mal, precisando ser encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro.


Ao tomar conhecimento do mal súbito do filho, Macrean Santos esteve na unidade médica e precisou acompanhar o filho até a delegacia, onde novamente ele passou mal e retornou para a UPA.


Entre as idas e vindas da delegacia para UPA, vereador e filho só foram liberados na manhã do dia seguinte. Em entrevista o parlamentar afirmou que o universitário foi vítima de abuso de autoridade e agredido pelo sargento, apenas por ser morador do bairro Pedregal. Ele também declarou não ter ‘dado carteirada’ e que agiu naquele momento como pai, tomando as providências necessárias ao ver seu filho agonizando em um hospital.
“Eu nunca passei um vexame, uma humilhação desta através de uma corporação. O sargento é despreparado. Registrei um boletim de ocorrência, fizemos um corpo de delito e fomos à corregedoria da Polícia Militar. Vou buscar todos os direitos que amparam meu filho”, disse no dia seguinte.


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