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Política

14/05/2018 15:37 G1

Presidente da ALMT depõe ao Gaeco após cheques de empresa usada para desvio terem sido depositados na conta dele

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM), prestou depoimento nesta segunda-feira (14) ao Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no inquérito que apura desvios de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no governo passado e na atual gestão.

O depoimento foi dado a portas fechadas, mas na saída do interrogatório o parlamentar afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) o convocou para fazer esclarecimentos acerca de cheques que ele recebeu da Santos Capacitação de Pessoal e Treinamento, empresa investigada e da qual foi sócio. Segundo o MPE, a empresa foi usada para desviar recursos do Detran.

“Eu expliquei porque os cheques caíram na minha conta e tudo foi esclarecido”, disse.

O depoimento de Botelho estava marcado para a sexta-feira (11), mas foi adiado porque o parlamentar estava participando de um congresso, em Gramado (RS).

O parlamentar alegou ainda que não faz mais parte da empresa desde o governo anterior, de Silval Barbosa (MDB), e que conheceu o empresário Roque Anildo Reinheimer, sócio-proprietário da Santos Treinamento, quando já não era mais sócio da empresa.

“Quando começaram as extorsões do grupo Silval, eu saí da empresa e só conheci o Roque depois que não fazia mais parte”, afirmou.

A investigação faz parte das operações Bereré e Bônus. Mais de R$ 30 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos.

Na Operação Bereré, em fevereiro deste ano, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa e no gabinete de Eduardo Botelho.

Em fevereiro deste ano, o empresário Roque Reinheimer prestou depoimento ao MPE e disse que o presidente da Assembleia Legislativa foi inserido como sócio da empresa com o interesse exclusivo de receber vantagem indevida.

Roque disse que o parlamentar alegou à época que precisa integrar o quatro societário da empresa para receber uma dívida e que, após recebê-la, começou a ser cobrado para o pagamento de outras vantagens. Ele disse ainda que o deputado afirmou que pretendia sair do quadro de sócios da empresa, o que aconteceu dias depois.

 
Mauro Savi está preso desde a semana passada (Foto: Mario Friedlander/ALMT)

Mauro Savi está preso desde a semana passada (Foto: Mario Friedlander/ALMT)

O esquema para desvio de dinheiro do Detran era formado pelos núcleos de liderança, operação e subalternos e criou uma rede de proteção para manter os contratos usados nas fraudes.

De acordo com o MPE, Eduardo Botelho e o também deputado estadual Mauro Savi (DEM) ocupavam papel de destaque no esquema e integravam o núcleo de liderança. Eles detinham o poder de escolher e fazer valer as vontades deles.

Em delação, o irmão de Silval Barbosa disse que o presidente da Assembleia Legislativa teria se beneficiado com um esquema no Detran. A delação foi feita e homologada no ano passado pelo STF.

Segundo ele disse em depoimento, houve fraude no serviço de gravames de veículos (registro de contratos de financiamento), através de uma empresa ligada a ele. Mauro Savi e o ex-deputado federal Pedro Henry também foram apontados por ele como supostos integrantes do esquema.


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