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Política

15/05/2018 15:40 OLHAR DIRETO

Várzea Grande chega aos 151 anos enfrentando “década perdida” por crise política

Completando 151 anos nesta terça-feira (15), o município de Várzea Grande, segundo maior de Mato Grosso, ainda vive momento sombrio em razão da enorme instabilidade política que viveu na última década, tendo os três últimos prefeitos cassados e sete pessoas assumindo o comando do Paço Municipal Couto Magalhães. A crise política chegou ao ponte de a cidade ter três prefeitos em menos de 24h. A situação que beira o absurdo aconteceu por duas vezes na última década.

A instabilidade iniciou em 2011, meados do segundo mandato do prefeito Murilo Domingos (PR) e seu vice Sebastião dos Reis Gonçalves, o ‘Tião da Zaeli’, que também era do PR na época e atualmente está sem partido. O mandato foi o mais conturbado dos últimos 10 anos, com quatro mudanças.
No dia 3 de março daquele ano, prefeito e vice foram afastados após terem as contas reprovadas pela Câmara Municipal. Assumiu a prefeitura o presidente da Câmara na época, vereador João Madureira (PSC). Em sua gestão, que durou pouco menos de 50 dias, o parlamentar exonerou 300 servidores comissionados do município.
Do mês de abril em diante, Tião da Zaeli e Murilo Domingos intercalaram o cargo de prefeito em diversas liminares na Justiça. Entre o dia 14 e 15 daquele mês, em menos de 24h, com base em decisões da Justiça, o município teve como prefeito João Madureira, Tião da Zaeli e Murilo Domingos.
Zaeli se firmou como chefe do Executivo e continuou à frente do município até 2012, mas acabou renunciando um mês após perder as eleições para Walace Guimarães, que com 35,4% dos votos se tornou prefeito, superando Lucimar Campos (DEM), segunda colocada. Os últimos meses do mandato foram cumpridos por Maninho de Barros (PSD), que era presidente da Câmara no período.
A gestão do médico Walace Guimarães teve início em janeiro de 2013, mas foi abreviada em 2015. O peemedebista viu sua chapa ser cassada pela Justiça Eleitoral, sob suspeita de caixa 2. A ação foi movida pelo DEM, partido da segunda colocada, Lucimar Campos.
Cinco anos após ter três prefeitos em um dia, a administração de Várzea Grande voltou a sofrer com o mesmo drama. Três prefeitos em um dia. Entre 5 e 6 de maio de 2015, Walace Guimarães foi cassado, o então presidente da Câmara Jânio Calistro (PMDB) assumiu e na sequência o comando do Executivo passou para Lucimar Campos (DEM).
 
Nova cassação e risco de outra eleição
 
A gestora conseguiu se reeleger em 2016 e a cidade parecia que encontraria maios estabilidade política. Mas no ano seguinte, a Democrata também acabou sendo cassada. Desta vez, o motivo foi gasto com publicidade acima do permitido. Ela e seu vice, José Hazama, recorreram da decisão e mesmo tendo os recursos negados até agora, não foram retirados dos cargos. Os dois continuam comandando a prefeitura até julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
No caso de uma cassação definitiva, todos os 95,5 mil votos (76,1%) conseguidos por Lucimar serão anulados, fato que também anularia a eleição de 2016, obrigando os várzea-grandenses a retornarem as urnas para escolherem um novo prefeito.


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