22 de Março de 2019

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 16h:43 - A | A

Wilson se diz surpreso com denúncia de extorsão e lembra que trabalhou por eleição de Selma

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O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) negou qualquer envolvimento na suposta extorsão denunciada pela senadora Selma Arruda (PSL) à Justiça Federal. Dito surpreso com as acusações, o tucano destacou que foi eleitor da pesselista nas últimas eleições e lembrou, ainda, ter trabalhado pela eleição da senadora e vinculado, inclusive, o nome da juíza aposentada ao seu material de campanha. Segundo Selma, Wilson teria atuado junto a Junior Brasa em uma tentativa de chantagem. A Polícia Federal investiga o caso.

“Eu votei na senadora eleita. Eu trabalhei por ela. Usei o nome dela em todos os meus materiais [de campanha] até a reta final. Foi uma surpresa essa posição dela. Ela deve estar usando essa argumentação na sua defesa, mas não vai encontrar guarida, porque não fui porta-voz do empresário Brasa. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse Wilson, por meio de comunicado enviado à imprensa.

À Polícia, a senadora narra uma suposta negociação, que teria sido intermediada por Wilson Santos, para que o publicitário desistisse de acioná-la judicialmente pela cobrança de uma dívida referente à campanha. O deputado garantiu que sequer recebeu proposta de Junior Brasa nesse sentido.

Wilson comentou, ainda, que Júnior Brasa é um amigo e que nos anos 80 o empresário foi aluno dele. Brasa, que é dono da Genius Publicidade, foi marqueteiro de Selma até meados de agosto. Ele também foi responsável pelo marketing da campanha do deputado tucano.

Conforme Wilson Santos, seu depoimento à PF não durou mais que 10 minutos. Arrolado por Selma como testemunha, Kleber Lima não corroborou a versão da senadora. “Eu sou testemunha de algo que eu não vi e não sei. Não gostaria de estar nessa situação. O que eu disse para a Polícia Federal é que se é ou não é eu não participei de nenhuma conversa envolvendo a Selma ou esses outros personagens. Fui consultá-la sobre um pedido de conversa que chegou até mim e eu não entendo que isso é extorsão. Se ela tivesse me consultado se eu toparia ser testemunha eu teria dito que não”, disse o jornalista.

Suposta extorsão

Conforme divulgado em primeira mão no final de setembro, Selma foi acusada por suposta prática de ‘caixa 2’. A denúncia foi feita com base na ação monitória proposta por Júnior Brasa, dono da Genius e responsável pelo marketing da campanha de Selma Arruda até meados de agosto. Ele entrou na Justiça para receber cerca de R$ 1,2 milhão referentes a multa pelo rompimento do contrato firmado no início de abril.

À época, Selma concedeu coletiva de imprensa para anunciar que iria denunciar por extorsão, além de Brasa, os advogados Sebastião Carlos, José Rosa e Lauro da Mata. Segundo a juíza aposentada, todos estariam juntos em uma “armação eleitoral” contra ela.

Na ocasião, Wilson Santos não foi citado por Selma. Agora, segundo ela, o deputado teria tentado intermediar o pagamento de R$ 600 mil a Junior Brasa para que ele recuasse do processo de ação monitória e “lhe ajudasse” nas audiências na Justiça Eleitoral.

Junior Brasa nega as acusações de extorsão. Ainda no ano passado, em entrevista  o publicitário chegou a dizer que teria proposto um “acordo” com Selma para que a divida fosse paga, mas que a juíza aposentada não teria aceitado.

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