26 de Junho de 2019

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019, 13h:57 - A | A

BEM ESTAR

Doença cardíaca é a que mais mata no Brasil: cardiologista explica como se prevenir

Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

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Somos alertados todos os dias para ter conhecimento de muitas doenças devastadoras.  Mas dentre as mais mortais está a doença cardíaca, que é o assassino número 1 de homens e mulheres no Brasil. Ela também está entre as doenças crônicas mais compreendidas, mais  pesquisadas e mais  discutidas.

O termo 'doença cardíaca' é usado, em geral, para qualquer doença que afete o coração, incluindo centenas de condições, como hipertensão arterial, ataque cardíaco, cardiomiopatia, doença valvar  e arritmias.
 
Nosso objetivo é educar as pessoas sobre o que elas podem (e não podem) fazer para proteger seus corações, e por que a prevenção e os cuidados com doenças cardíacas devem estar na vanguarda de seus objetivos de saúde. Abaixo estão algumas das questões de saúde do coração que frequentemente abordamos com nossos pacientes durante o ano todo.

 Por que eu deveria me importar com a saúde do coração?
 
Eu não acho que a maioria das pessoas perceba o sério impacto que a doença cardíaca tem em nossa comunidade e em nosso país. A doença cardíaca mata mais de meio milhão de pessoas no Brasil a cada ano.  Somente em São Paulo, cerca de 40.000 pessoas morreram de doenças cardíacas em 2018. É hora de acordarmos e reconhecermos os fatores de risco para doenças cardíacas e assumirmos o controle de nossa saúde.
 
Obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial descontroladas, juntas, levaram a um número enorme de casos de doenças cardíacas que poderiam ter sido evitados com escolhas de estilo de vida mais saudáveis.  Mas quando essas condições são tratadas isoladamente, e não como parte de uma constelação muito maior de condições, abrimos a porta para danos no coração e perdemos anos preciosos de nossas vidas, e isso pode ser evitado.

Provavelmente, o maior fator que leva a doença cardíaca a ser a causadora número 1  de mortes no Brasil é a dramática deterioração do estilo de vida nos últimos 25 anos. A epidemia da obesidade é chocante e está mudando a cara da medicina de várias maneiras.
 
Ainda assim, nos últimos 50 anos, vimos incríveis sucessos no tratamento de algumas formas de doenças cardíacas. Por exemplo, o risco de morrer de doença cardiovascular diminuiu 75%!  Vale a pena repetir: significa que o risco de um homem de 65 anos morrer de ataque cardíaco em 1966 era 75% maior do que hoje.
 
Essa é uma conquista espetacular, mas agora nos deparamos com um problema diferente. As pessoas que anteriormente teriam morrido de um ataque cardíaco (que ainda acontece, embora com menos frequência) agora sobrevivem, e ainda assim estão voltando para casa, mas com o coração danificado e com risco aumentado de desenvolver insuficiência cardíaca.  Ou seja, eles estão vivendo com corações feridos.

Temos que fazer a prevenção e orientação diária destes pacientes e da população. Por isso, fizemos uma ação social neste final de semana com atendimentos cardiológicos gratuitos para à população carente. Pessoas que foram atendidas sob minha orientação apresentavam diversos problemas, como pressão alta e descontrolada, mas não tinham como ir a um cardiologista para ajuste de medicação.

Pacientes como seu José, de 80 anos, que nunca tinham ido a um cardiologista! Risco cirúrgico de pacientes que há mais de 06 meses estabam esperando consulta. E até aqueles que sabiam que estavam com pressão descontrolada, mas não buscavam orientação por dificuldades. Receitas antigas e remédios com uso errado ou inadequado. Tudo foi corrigido, e conseguimos atender 250 pacientes com grande satisfação e alegria do dever cumprido.

Não me canso de dizer isso: você tem apenas um coração e precisa dele para viver. Cuide bem do seu coração! Compartilhe essa mensagem com quem você ama!!

 

 

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