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11/10/2017 10:02 Diário de Cuiabá

Prontos-socorros estão superlotados

Os prontos-socorros municipais de Cuiabá e Várzea Grande estão atendendo no limite da capacidade. As unidades de saúde que já recebem uma grande demanda de pacientes tem visto nos últimos dias um aumento ainda maior devido a greve dos quatro hospitais filantrópicos, desencadeada no último dia 04. No pronto socorro de Cuiabá, funcionários que trabalham na unidade alegam que mais de 130 pessoas estão nos corredores e já não há macas para comportar os pacientes. 

A saúde pública em Cuiabá tem sofrido grandes impactos com a greve dos filantrópicos. A unidade acaba sendo porta de entrada para pacientes de outras cidades e com os hospitais filantrópicos não recebendo pacientes, o atendimento tem aumentado. O município ainda sofre com atrasos de repasses por parte do Estado que superam os R$ 50 milhões. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde o saldo em atraso por parte do Governo do ano de 2016 é de R$ 13.775.797,54. Já referente ao ano de 2017, o saldo é de R$ 35.298.199,86. 

“Com relação ao aumento da demanda de pacientes do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), informamos que houve um acréscimo se for considerado o fluxo da terça-feira da semana passada (03), quando haviam 29 pacientes na sala vermelha e 52 na sutura. Ontem eram 36 na sala vermelha e 99 na sutura”, confirma a secretaria. 

Na unidade de Várzea Grande a situação não tem sido diferente. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a demanda aumentou consideravelmente nos últimos dias. Isso fez com que tivessem reflexos negativos, principalmente no atendimento que acaba sendo mais lento. Mesmo assim, a secretaria frisa que continua recebendo e atendendo todos os pacientes. 

Desde o dia 04 de outubro quatro hospitais filantrópicos suspenderam parcialmente, o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada devido ao não repasse da ajuda emergencial por parte da Secretaria de Estado de Saúde, conforme acordo feito pelo governo estadual em agosto deste ano. A paralisação atinge as Santas Casas de Cuiabá e de Rondonópolis (220 quilômetros da capital), Santa Helena e Hospital Geral (HGU), que aguardavam o pagamento da ajuda emergencial da ordem de R$ 7,5 milhões, divididos em três vezes, ainda em agosto passado. 

Estão suspensos atendimentos nas áreas de unidade de tratamento intensivo (UTIs) da Santa Casa e Santa Helena, cirurgia cardiológica no HGU, entre outros. Com o acordo, feito em conformidade com a portaria 150/2017, a previsão era de que uma das parcelas fosse paga de forma imediata, ou seja, ainda em agosto. À época, os hospitais estavam na iminência de fechar as portas devido às dificuldades financeiras, que têm como uma das causas à defasagem da tabela do SUS. No Estado, os filantrópicos são responsáveis por 85% do atendimento de pacientes do SUS. 

A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a ajuda financeira não é obrigatória e corresponde aos meses de setembro, outubro e novembro deste ano. O dinheiro será repassado aos fundos municipais de saúde de Cuiabá e Rondonópolis que farão os repasses para os filantrópicos, mas segundo a SES ainda não há novidade quanto aos recursos. No entanto é a Assembleia Legislativa que deve disponibilizar os valores. 


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