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12/04/2018 16:56 G1

FRIGORÍFICO DE JUÍNA FARÁ RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE R$ 24,3 MILHÕES

O Frigorífico de Juína recebeu o benefício da recuperação judicial. O juiz da 2ª Vara de Juína, Raul Lara Leite, deferiu o pedido de recuperação judicial da empresa Frigorífico RS Ltda. O frigorífico entrou com pedido de proteção contra falência no dia 03 de abril, com passivo de R$ 24,3 milhões. 


Fundada em 2006, o Frigorífico RS Ltda chegou a atuar também nos municípios de Aripuanã e São José do Rio Claro. Atualmente a empresa possui 182 funcionários e capacidade de abate de quatro mil animais por mês, em regime de prestação de serviço.
Ao analisar a requisição, o juiz Raul Lara Leite, afirma em sua decisão que a empresa apresentou todos os requisitos exigidos pela lei bem como as causas da crise interna bem como todos os comprovantes necessários. “O histórico informa que em 2010 começou a sofrer reflexos negativos em razão da política do BNDES, o que resultou em grande dificuldade em comercializar seus produtos de modo a cobrir seus custos operacionais” esclarece.


Lara ressalta ainda que a crise pela qual passa a empresa, somente poderá ser superada mediante intervenção. “A partir dos eventos negativos é necessário a intervenção do Poder Judiciário por meio do deferimento do pedido de processamento da Recuperação Judicial” conclui.
Com a recuperação, ficam suspensas por seis meses todas as ações e execuções de dívidas contra a empresa. O Frigorífico RS terá prazo de 60 dias, a partir da intimação da decisão, para apresentar o plano de recuperação judicial aos credores.  


Histórico - Inaugurado em 2006, o Frigorífico RS iniciou suas atividades com 75 funcionários e capacidade para abate de 150 cabeças por dia. Em 2008 a empresa expandiu seus negócios, atuou também no município de Aripuanã, já em 2009 a empresa passou a atuar no mercado regional e devido a seu crescimento alterou seu regime de tributação para lucro real. 


Nos anos seguintes o frigorifico começou a sofrer com os reflexos de medidas políticas realizadas pelo Governo Federal, que beneficiou um pequeno e seleto grupo de empresas do setor, com empréstimos a juros subsidiados.  


E 2014 a empresa começou a sentir a crise, mesmo assim, já em 2015 o frigorifico reduziu seu abate mensal pela metade, chegou até a paralisar as atividades em Aripuanã, para concentrar o capital de giro na unidade de Juína.


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