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12/07/2018 10:06 OLHAR DIRETO

​Mais dois casos de pacientes que foram para a UTI após procedimento no >Plástica para Todos> são investigados

A Sociedade Mato-grossense de Anestesiologia (Soma) emitiu uma nota relatando mais dois casos de complicação após cirurgias do programa Plástica para Todos em Cuiabá. As apurações seguem em sigilo, mas a SOMA confirmou que duas pacientes foram encaminhadas para a UTI após procedimentos no Hospital Militar pelo programa. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que estas duas denúncias devem ser apuradas, possivelmente junto com o caso de Edléia Daniele Ferreira Lira, morta após um procedimento pelo programa em maio deste ano.
 
 
Na nota, o presidente da Soma, o médico Jefferson Yoshinari Ferreira da Cruz, disse que tiveram conhecimento “de um segundo e terceiro casos vinculados a esse programa com graves consequências aos pacientes”.


O secretário da Soma, o médico Felipe Audi Bernardino, afirmou ao Olhar Direto que os dois casos aconteceram recentemente, no Hospital Militar. Médicos teriam visto o estado das pacientes e procuraram a Soma para fazer a denúncia.
 
Segundo Bernardino, as duas pacientes tiveram que ser encaminhadas à UTI após serem submetidas a cirurgias pelo programa Plástica Para Todos. A Soma ainda disse que o caso segue em sigilo e portanto não pode confirmar a qual procedimento que as pacientes foram submetidas ou a causa das complicações.
 
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso afirmou que tomou conhecimento da nota da Soma, mas que nenhuma denúncia formal foi feita até o momento. A assessoria do CRM-MT afirmou que o caso de Daniele ainda está na fase de coleta de dados, mas que estes dois novos casos também devem ser apurados, já que estão relacionados à atuação da mesma empresa em Cuiabá.


Por meio de nota o presidente da Plástica para Todos, Bruno Borges Magella, afirmou que uma das pacientes sofreu uma intercorrência comum e teve que ser encaminhada à UTI da Santa casa e que a outra paciente teve sangramento de vasos, o que segundo ele é uma condição esperada. Ele ainda disse que estes dois casos não têm relação com o de Daniele.


Leia a nota na íntegra:
Nota à  Imprensa:
Sobre a nota divulgada pela SOMA - Sociedade Matogrossense de Anestesiologia, trata-se de uma infeliz tentativa de associação dos casos entre si, pois a exemplo do que tentou fazer a SBCP, mascara a Sociedade, seu real interesse na reserva de mercado. Atualmente o Programa Plástica Pra Todos logrou êxito em contratar uma equipe de anestesistas local, o que não era da vontade da Sociedade, razão pela qual em evidente ato de represália, busca fazer uma associação dos casos para prejudicar os médicos, a empresa, o hospital, gerando por fim um indevido temor na população.


Esclarecemos que a paciente NRDC, realizou cirurgia plástica, tendo intercorrência inerente a qualquer tipo de cirurgia, sendo encaminhada e acompanhada pela equipe médica do Programa e do Hospital Militar para melhor acompanhamento no Hospital Santa Casa, de onde já evoluiu para alta domiciliar.


Sobre a Paciente MJOU, a mesma teve sangramento de vasos, o que é uma condição esperada para o tipo de cirurgia realizada, foi pessoalmente ao Pronto Atendimento do Hospital São Mateus, onde vem sendo acompanhada pela equipe médica daquela unidade e médicos do Programa, foi encaminhada para a UTI apenas para melhor acompanhamento e critérios de segurança, inexistindo qualquer risco de vida, e já estando com previsão de alta também. 


Ainda sobre o caso da EDFL (óbito): nosso advogado Dr. Alex Cardoso informou que foi protocolado nesta data junto à DHPP um pedido complementar de quesitos ao perito do IML, eis que a hemorragia atestada como causa mortis da paciente, esta absolutamente descartada pela análise do próprio laudo e dos prontuários dos Hospitais Militar e Sotrauma, e mesmo que tivesse ocorrido não significaria dizer que houve imprudência, negligência ou imperícia médica, porém o perito não realizou exames básicos para afastar outras causas, os exames de imagens realizados no Sotrauma descartavam a hemorragia, não houve transfusão de sangue em 48hs de internação da paciente no Sotrauma e os indicadores de sangue perdido, sequer são compatíveis com a literatura e a legislação aplicável. O pedido foi encaminhado hoje à delegada responsável, a título de colaboração espontânea do Dr. Eduardo Montoro, que sequer foi intimado para prestar qualquer depoimento, já tendo se colocado à disposição da autoridade em ocasiões anteriores.


Bruno Borges Magella
Presidente Plastica Pra Todos
Belo Horizonte, 12 de julho de 2018


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